A Grécia planeja impor uma taxa de 20 euros (cerca de R$ 120) aos visitantes de navios de cruzeiro nas ilhas de Santorini e Mykonos durante a alta temporada de verão. O objetivo, segundo o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis, é evitar o turismo excessivo nos períodos que tendem a ser de pico.
O país do sudeste europeu tem o turismo como principal motor de sua economia, principalmente após a crise econômica que durou uma década. O setor contribui com cerca de 20% da economia grega.
Alguns dos destinos mais populares da Grécia são suas ilhas, mais do que a própria capital, Atenas. Entre elas, Santorini e Mykonos, que correm o risco de serem arruinadas pelo turismo excessivo.
“A Grécia não tem um problema estrutural de excesso de turismo (…). Alguns de seus destinos têm um problema significativo durante certas semanas ou meses do ano, com o qual precisamos lidar“, avaliou Mitsotakis.
Segundo o primeiro-ministro, o transporte marítimo de cruzeiros sobrecarregou Santorini e Mykonos, “e é por isso que estamos fazendo intervenções“, acrescentou.
Proposta de taxação na Grécia: entenda
O turismo grego levantou cerca de 20 bilhões de euros em 2023 (mais de R$ 123 bilhões), com quase 36 milhões de pessoas. Apenas na metade de 2024, as visitas aumentaram 16%, para 11,6 milhões, mostram os últimos dados do Banco da Grécia.
Diante do número crescente de viajantes, manifestantes em Santorini pediram restrições ao turismo. A ilha tem cerca de 20 mil residentes permanentes.
Agora, o governo planeja a taxação de visitantes de navios de cruzeiro, para que parte dessa receita seja devolvida às comunidades locais para ser investida em infraestrutura, disse Mitsotakis.
Além disso, o número de navios de cruzeiro que chegam simultaneamente a determinados destinos deverá ser regulado, com regras para proteger o meio ambiente.
A Grécia também visa elevar o imposto sobre aluguéis de curto prazo e proibir novas licenças para esses projetos no centro de Atenas. O plano é aumentar o estoque de moradias para residentes permanentes.
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Outros países também impõem medidas para turismo excessivo
Roma, na Itália, avalia a possibilidade de limitar o acesso à Fontana di Trevi, um de seus monumentos mais movimentados, segundo autoridades da prefeitura. Isso porque a capital italiana está se preparando para sediar o Jubileu de 2025, evento católico romano com duração de um ano. A previsão é de que 32 milhões de turistas e peregrinos visitem o país.
As medidas impostos devem exigir uma reserva prévia, com horários fixos e um número limitado de pessoas autorizadas a acessar os degraus ao redor dela.
Outras cidades enfrentam protestos contra os problemas causados pelo turismo excessivo, como Barcelona, na Espanha, e Veneza, também na Itália.
A Nova Zelândia quase triplicará a taxa que cobra de visitantes estrangeiros, saindo de NZ$ 35 (R$ 122) para NZ$ 100 (R$ 348) a partir de 1º de outubro. A medida foi anunciada pelo ministro do Turismo do país, Matt Doocey
Haverá, também, um aumento de NZ$ 130 (R$ 453) no custo dos vistos para aqueles visitantes que os necessitam, que passará a NZ$ 341 (R$ 1.188), também no próximo mês.
A medida levanta preocupações de que os turistas possam se desinteressar em visitar o país.






