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Onde assistir à Copa com conforto: restaurantes e bares premium para ver os jogos

Onde assistir à Copa com conforto: restaurantes e bares premium para ver os jogos

Entre bares com telão, restaurantes com menu fechado, rooftops, pubs, espaços familiares e casas com reserva para grupos, assistir à Copa fora de casa pode ser uma experiência mais confortável, gastronômica e planejada

No dia de jogo do Brasil, a cena se repete: bares cheios horas antes da partida, filas na porta, mesas disputadas, pedidos demorados e aquele grupo tentando descobrir, já em cima da hora, se a tela aparece bem de onde sobrou lugar. Mas a Copa de 2026 também deve reforçar outro comportamento. Parte do público quer torcer fora de casa, sim, mas sem abrir mão de conforto, boa comida, atendimento organizado e uma experiência mais previsível.

A Copa do Mundo de 2026 será disputada de 11 de junho a 19 de julho, com 104 partidas, segundo a FIFA. No Brasil, mesmo longe das cidades-sede, bares, restaurantes, pubs e espaços gastronômicos devem transformar os jogos em eventos próprios, com telões, menus especiais, pacotes para grupos e reservas antecipadas.

O novo bar de Copa tem cara de hospitalidade

Assistir aos jogos fora de casa já não significa, necessariamente, ficar em pé em frente a uma TV improvisada. O novo desejo do torcedor urbano passa por uma pergunta simples: dá para viver o clima de Copa sem sufoco?

Para o público premium, o telão é só o começo. Importa saber se o som da narração estará ligado, se todas as mesas têm boa visibilidade, se há reserva, se o cardápio dá conta da casa cheia e se o ambiente funciona para diferentes perfis: grupos de amigos, casais, famílias, clientes corporativos ou quem quer fugir da muvuca.

É por isso que restaurantes com menu fechado, bares de coquetelaria, pubs esportivos, rooftops e espaços de hotel ganham força. Eles oferecem algo que faz diferença em dia de jogo: previsibilidade. O cliente sabe onde vai sentar, quanto deve gastar, o que está incluído no pacote e se poderá acompanhar a partida com conforto do início ao fim.

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Restaurantes, pubs e bares para ficar de olho em São Paulo

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Em São Paulo, pubs e bares com tradição em transmissão esportiva saem na frente. O O’Malley’s, nos Jardins, mantém agenda de esportes no site e informa que não trabalha com reservas, um detalhe importante para quem pretende chegar cedo em dia de jogo. O St. Paul’s Pub, na Vila Madalena, se apresenta como “casa dos esportes ao vivo”, com telões, cozinha de pub, drinks e possibilidade de reserva de mesa e eventos.

Para grupos corporativos ou celebrações maiores, o Kia Ora, no Itaim Bibi, aparece como uma opção de perfil mais estruturado: a casa informa capacidade para até 500 pessoas, cardápio premium e estrutura audiovisual completa para eventos. Já o The Blue Pub, com unidades na região da Paulista e do Itaim, é outro nome associado ao circuito de pubs da capital e costuma entrar no radar de quem busca clima de torcida, chope e ambiente descontraído.

A recomendação, porém, é checar diretamente com cada casa a programação específica da Copa. Em dias de Brasil, detalhes como cobrança de entrada, consumação mínima, horário de chegada, som da partida e política de permanência podem mudar.

Em Santa Catarina, a experiência passa por sports bars e espaços familiares

Em Santa Catarina, Florianópolis, São José e Balneário Camboriú concentram boas opções para quem quer assistir aos jogos em clima de bar esportivo, mas com mais estrutura.

O Green Island Sport Bar, no OKA Floripa, no Campeche, informa ter várias telas pelo espaço e transmissão de jogos e competições, com proposta voltada a chope, drinks e esporte ao vivo. Em Balneário Camboriú, o Green Island também aparece como bar esportivo ligado à Heineken, com cinco telas de 85 polegadas, transmissão de campeonatos e cardápio voltado a diferentes públicos.

Para famílias, o Liverpool Sport Bar, em São José, é apresentado pelo Destino Floripa como um sport bar com transmissão de jogos em telão, música ao vivo, mesas de sinuca, espaço kids completo, gastronomia e drinks. O Estação Santa Mônica, em Florianópolis, também pode funcionar para quem busca uma experiência mais ampla: o espaço informa ter opções de gastronomia, drinks, Ilha da Heineken com esportes e espaço kids.

Menu fechado pode ser aliado de quem não quer surpresa

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Em jogos decisivos, o problema raramente é só encontrar telão. O que costuma estragar a experiência é a soma de pequenos improvisos: reserva sem mesa definida, fila mesmo com nome na lista, bebida demorando, cardápio reduzido sem aviso e conta confusa no fim.

Por isso, menus fechados e pacotes por pessoa podem ser uma boa solução. Eles dão previsibilidade de preço e ajudam a casa a organizar cozinha, salão e bar. Para grupos, é ainda mais útil: todo mundo chega sabendo o que está incluído, quais bebidas fazem parte do pacote e qual é o horário limite.

Antes de reservar, vale perguntar se a mesa tem visão direta para a tela, se a narração terá som, se crianças são bem-vindas, se há opções sem álcool e como funciona o cancelamento. Em eventos premium, o básico precisa estar muito bem resolvido.

A referência dos Fan Festivals

A lógica dos Fan Festivals oficiais da FIFA ajuda a explicar essa mudança. A entidade descreve os festivais como destinos centrais para torcedores acompanharem jogos em telões, com futebol, música, cultura e entretenimento. Na Cidade do México, por exemplo, o Zócalo será transformado em espaço oficial de celebração para torcedores durante o torneio.

No Brasil, bares e restaurantes podem adaptar essa ideia em escala menor: telão bem posicionado, comida pensada para compartilhar, drinks temáticos, ambiente seguro e serviço preparado para grandes públicos. É uma espécie de “micro fan festival” com mesa reservada.

Como escolher o melhor lugar

O melhor lugar para assistir à Copa não é necessariamente o mais cheio. É aquele que combina boa visão da partida, som adequado, cardápio eficiente, atendimento preparado e clima de torcida na medida certa.

Para grupos de amigos, bares com telão, petiscos e reserva costumam funcionar melhor. Para casais, restaurantes com transmissão e boa gastronomia podem entregar uma noite mais confortável. Para famílias, espaços amplos, cardápio variado e área kids fazem diferença. Para empresas, salas reservadas, menu fechado e serviço previsível evitam ruídos.

A Copa continua sendo festa coletiva. A diferença é que, em 2026, muita gente vai querer comemorar sem perrengue. Com planejamento, dá para trocar a disputa por mesa por uma experiência mais confortável, com boa comida, bons drinks e a emoção do jogo no volume certo.

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Roberta Picinin
Escrito porRoberta Picinin Jornalista

Roberta Picinin é jornalista formada pelo Centro Universitário FMU-FIAM-FAAM. Atua há 8 anos na área de comunicação, com passagens pelo jornal O Estado de S. Paulo e Jovem Pan. Nos últimos dois anos, tem se especializado na cobertura do mercado financeiro, economia, educação financeira e mercado de luxo, com experiência no E-Investidor, TC News e atualmente no portal EuQueroInvestir.