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Volatilidade na renda fixa: por que os juros longos voltaram ao radar do investidor
Oferecido porEQI Research

Volatilidade na renda fixa: por que os juros longos voltaram ao radar do investidor

A curva de juros voltou a pressionar os vencimentos mais longos, com o risco fiscal e o cenário externo elevando a volatilidade. Entenda o que mudou no mês e como isso afeta os preços dos títulos

A renda fixa começou 2026 lembrando o investidor de uma velha regra do mercado: nem sempre dá para operar no “piloto automático”. Em janeiro, a volatilidade voltou a ganhar espaço, principalmente nos vencimentos mais longos, em um movimento que tem exigido mais atenção de quem está posicionado em títulos com maior sensibilidade às oscilações da curva de juros.

Segundo a EQI Research, mesmo após ajustes recentes com redução do nível de risco, as carteiras seguem sendo impactadas pelo aumento dos prêmios de risco nos ativos de renda fixa, efeito que costuma ser mais intenso justamente nos papéis de maior duration.

O que está mexendo com os juros longos

Ao longo do mês, os juros futuros no Brasil registraram leve alta nos vencimentos mais longos. A leitura do mercado é que esse movimento reflete uma combinação de fatores, com destaque para a influência do cenário externo e o retorno de incertezas domésticas ao radar.

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“Em janeiro, a curva de juros futuros no Brasil apresentou leve alta nos vencimentos mais longos, refletindo o movimento de alta dos juros no mercado internacional, o aumento do prêmio de risco doméstico e a reprecificação das incertezas fiscais”, afirmou a EQI Research.

Nesse contexto, o debate fiscal segue como um dos pontos centrais, com o processo eleitoral voltando gradualmente a influenciar o humor dos investidores, sobretudo no trecho mais longo da curva, onde o mercado tende a “cobrar” mais prêmio para carregar risco por mais tempo.

Por que os títulos longos sentem mais o impacto

Quando a volatilidade aumenta e os juros longos sobem, o investidor costuma perceber esse efeito de forma mais direta nos preços de alguns títulos — especialmente aqueles com vencimentos mais longos, que reagem de forma mais intensa às mudanças na curva.

A própria EQI Research destaca que o aumento das taxas de juros reais no período impactou negativamente os preços dos títulos, com maior pressão justamente nos papéis mais longos, pela sensibilidade maior a oscilações do mercado.

Em outras palavras: o investidor pode estar “bem carregado” em bons produtos, mas o preço do ativo pode oscilar mais do que o esperado no curto prazo — e isso fica ainda mais evidente quando o mercado volta a reprecificar risco.

Prefixados seguram melhor; IPCA+ longo vira destaque negativo

Dentro do universo de títulos públicos, o mês trouxe um contraste importante: nem todos os indexadores reagiram da mesma forma ao cenário de maior volatilidade.

De acordo com a EQI Research, os títulos prefixados têm registrado a melhor performance no mês até o momento, representados pelo IRF-M, beneficiados pela queda da inflação implícita e por terem maior concentração em vértices mais curtos da curva — o que reduz a exposição aos juros longos.

Já os papéis indexados ao IPCA aparecem como o principal destaque negativo do período, sobretudo no trecho mais longo. A EQI Research aponta que o IMA-B 5+ recuou 1,4% no mês, enquanto o IMA-B 5 — com menor duration — acumulou alta de 0,2%.

“Os títulos indexados ao IPCA configuram o principal destaque negativo do período, com quedas mais expressivas nos vencimentos mais longos”, destacou a EQI Research.

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Crédito privado: spreads recuam, mas cenário pede cautela

Depois de um movimento de correção mais intenso nos meses anteriores, o mercado de crédito privado mostrou sinais de alívio em janeiro, com recuos relevantes nos spreads — especialmente nos títulos indexados ao CDI, que haviam sido os mais impactados na fase anterior.

Apesar disso, o ambiente ainda exige atenção. A EQI Research lembra que, mesmo com a compressão recente, os spreads continuam acima dos níveis observados antes do estresse, e o cenário pede cautela em um momento de desaceleração econômica e crescimento no número de empresas enfrentando dificuldades financeiras.

O que observar daqui para frente

Para os próximos meses, a EQI Research trabalha com a expectativa de um ambiente mais volátil para os ativos em geral — e a renda fixa não deve ficar de fora dessa dinâmica, principalmente se o risco fiscal continuar pressionando o trecho longo da curva.

Ao mesmo tempo, o cenário de curto prazo ainda guarda elementos mais construtivos. A EQI Research aponta sinais de arrefecimento da inflação e um ritmo de crescimento econômico mais moderado, fatores que podem contribuir para a consolidação de um ciclo de cortes de juros ao longo do ano.

Ou seja: a fotografia do momento exige cautela, mas o investidor também precisa olhar o filme — e entender como posicionamento, prazos e indexadores podem reagir conforme a curva muda.

Confira também:

Onde ver a tese completa e como investir por perfil (conservador ao arrojado)

A EQI Research detalha no relatório completo a leitura para o cenário de juros e volatilidade, além de mostrar como investir em renda fixa de forma prática, com recomendações que variam do perfil conservador ao arrojado — incluindo a lógica de alocação e os principais pontos de atenção do momento.

Para acessar a análise completa e conferir a estratégia ideal para o seu perfil, o conteúdo está disponível no app da EQI+.