A EQI Research aumentou a participação dos títulos pós-fixados em suas carteiras recomendadas de Renda Fixa após a queda das taxas de juros no Brasil. A orientação é realizar parte dos ganhos obtidos com prefixados e direcionar os recursos aos pós-fixados, que passaram a apresentar maior atratividade relativa na avaliação da casa.
Na atualização de outubro da Carteira Mais Renda Fixa, assinada por João Abdouni, analista da EQI Research, a exposição aos prefixados foi reduzida em 5 pontos percentuais nos três perfis: conservador, moderado e arrojado. A parcela retirada foi direcionada aos pós-fixados.
Por que a EQI Research reduziu os prefixados
O fechamento da curva de juros — a redução das taxas exigidas pelo mercado para diferentes prazos — beneficiou o preço dos títulos que já estavam nas carteiras. Essa valorização ocorre pela marcação a mercado, quando as taxas caem, o preço dos prefixados sobe. Em uma venda antes do vencimento, o retorno pode ser diferente daquele contratado na compra.
“Diante do movimento recente de fechamento das taxas de juros no Brasil, identificamos uma oportunidade de reduzir, de maneira tática, a posição em títulos prefixados, após o bom desempenho das carteiras no último mês. Os prêmios dos títulos prefixados apresentaram fechamento expressivo. Nesse contexto, vemos maior atratividade nos títulos pós-fixados em relação aos prefixados”, afirma Abdouni.
A análise cita o prefixado com vencimento em 2029, cuja taxa estava em 12,65% ao ano na data do relatório. Segundo a EQI Research, essa remuneração estava abaixo do CDI naquele momento e não oferecia prêmio em relação às projeções da casa para a Selic nos próximos anos.
A mudança também considera os riscos fiscais, a proximidade do segundo turno das eleições e a possibilidade de inflação acima das expectativas. No cenário-base da equipe, a Selic deve encerrar 2026 em 13,50% ao ano, mantendo os juros em patamar elevado.
A casa preservou a participação dos títulos ligados à inflação e continua a identificar oportunidades nesses papéis para horizontes de médio e longo prazo.
“Quanto aos títulos indexados à inflação, especialmente para horizontes de médio e longo prazo, seguimos observando prêmios moderadamente atrativos. No entanto, considerando a proximidade do pleito eleitoral, o bom desempenho dos títulos desde a última publicação e da possibilidade de uma inflação medida pelo IPCA acima das expectativas do mercado, seguimos realizando redução de posição dos títulos prefixados”, explica o relatório.
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Como ficam as carteiras e o desempenho
Com o ajuste, os pós-fixados representam de 50% a 77,5% das carteiras recomendadas, conforme o perfil do investidor. A distribuição entre as três classes ficou assim:
| Perfil | Pós-fixados | Inflação | Prefixados |
|---|---|---|---|
| Conservador | 77,5% | 20% | 2,5% |
| Moderado | 60% | 30% | 10% |
| Arrojado | 50% | 35% | 15% |
Fonte: EQI Research
Desde a última atualização, a carteira conservadora avançou 1,98%, a moderada subiu 2,85% e a arrojada ganhou 3,07%, enquanto o CDI rendeu 1,02%. Segundo os percentuais informados pela casa, os retornos dos perfis moderado e arrojado corresponderam a 279% e 300% do CDI, respectivamente, nessa janela.
A comparação muda no horizonte acumulado apresentado pelo relatório: as carteiras registram retornos de 33,7% no perfil conservador, 32,6% no moderado e 32,3% no arrojado, ante 34% do CDI.
O material também apresenta uma simulação de alocação de R$ 100 mil para cada perfil, utilizando apenas títulos públicos, com os vencimentos e os valores destinados a cada papel.
Para consultar os títulos indicados, os exemplos de alocação e a análise completa, acesse o app EQI+ e confira o relatório da Carteira Mais Renda Fixa.






