A Prio (PRIO3) é a nova integrante da Carteira Mais Dividendos com Ações da EQI Research. Na atualização de setembro, a petroleira assumiu a posição de 5% anteriormente ocupada pela PetroReconcavo (RECV3).
A troca de RECV3 por PRIO3 mantém a exposição da carteira ao setor de petróleo e gás. A EQI Research decidiu preservar a alocação diante do ambiente geopolítico que mantém o barril do Brent acima de US$ 90, mas passou a enxergar uma relação mais favorável entre risco e retorno nas ações da Prio.
“Enxergamos a Prio como uma tese mais atrativa no momento, principalmente em função da qualidade de sua gestão, dos menores custos de extração, do aumento de produção esperado e, sobretudo, da perspectiva de a companhia entrar em uma nova fase, tornando-se uma relevante pagadora de dividendos”, afirma a EQI Research.
A expectativa de maior produção está relacionada, entre outros fatores, à entrada em operação de Wahoo. Segundo a casa, o projeto é uma mudança de patamar por ter sido desenvolvido integralmente pela própria Prio, desde o licenciamento e a exploração até a perfuração e o início da produção.
Depois de um ciclo marcado pela compra e revitalização de campos maduros, a companhia atravessa agora um período de elevada geração de caixa, mas encontra menos oportunidades de aquisição capazes de sustentar uma nova etapa de crescimento no mesmo ritmo.
É justamente essa combinação que sustenta a entrada na carteira de dividendos. Na avaliação da EQI Research, parte do dinheiro que antes seria direcionado a novos projetos poderá chegar aos acionistas. Caso essa transição se confirme, a Prio também poderá atrair investidores interessados em renda e passar por uma reprecificação positiva.
Por que PRIO3 substituiu RECV3?
A retirada da PetroReconcavo não significa que a EQI Research tenha abandonado a visão positiva sobre a empresa. A decisão parte de uma comparação entre as duas petroleiras e das perspectivas de produção e geração de caixa para os próximos anos.
“Do lado da PetroReconcavo, seguimos com uma visão positiva para a companhia. No entanto, no relativo, preferimos neste momento a exposição à Prio, por enxergarmos uma relação risco-retorno mais favorável”, explica a EQI Research.
O relatório também aponta que a tese da PetroReconcavo possui uma duração mais curta. Isso significa que uma parcela maior do caixa esperado está concentrada no curto prazo, devido ao declínio natural das reservas e à ausência de uma expansão relevante prevista para a produção.
Na Prio, além do aumento esperado da produção, a EQI Research destaca os custos menores de extração e a capacidade de execução demonstrada pela gestão. Esses fatores oferecem maior sustentação à geração de caixa e à possibilidade de distribuição de dividendos.
A tese, entretanto, depende das escolhas da companhia. Se a PRIO utilizar o excesso de caixa em novas aquisições ou projetos que ainda não estejam previstos, a transformação em uma pagadora relevante de dividendos poderá ser adiada.
A EQI Research considera esse risco relativamente baixo diante da menor disponibilidade de ativos atrativos e da ausência de novos desinvestimentos relevantes da Petrobras. Ainda assim, a distribuição de proventos permanece como uma perspectiva da casa, e não como uma garantia.
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