O ministro da Educação, Abraham Weintraub, considerou “baixo” o impacto gerado pelo erro na correção da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. A estimativa é que seis mil pessoas tenham sido afetadas.
O ministro deu a declaração em entrevista à Rádio Gaúcha, do Rio Grande do Sul, e disse que as notas serão corrigidas ainda na segunda-feira (20): “a gente já tem o número de pessoas e vai ser corrigido hoje à noite. Estamos falando de 0,1% das pessoas, isso dá cerca de cinco ou seis mil candidatos, problemas que vão ser corrigidos. O impacto é baixo e não vai ter nenhum efeito para a maioria das pessoas”.
Já Alexandre Lopes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, chegou a afirmar que a falha “não vai chegar nem a 9 mil pessoas”.
Falha na gráfica
Weintraub explicou que o erro ocorreu na impressora da gráfica Valid Soluções S.A, responsável pela diagramação, manuseio, embalagem, rotulagem e entrega aos Correios dos cadernos de provas. A máquina “dava umas engasgadas” durante a impressão, o que, segundo o ministro, gerou o descolamento da prova com o gabarito.
“Aparentemente não foi uma coisa de má-fé, foi um acidente, coisa que acontece. Não depende da minha avaliação. A gente vai ver legalmente o que acontece”, disse, referindo-se às medidas que deverão ser tomadas contra a prestadora de serviços.
O Inep se antecipou dizendo que “não há crime” envolvido, apenas erro mesmo.
Os erros
No sábado (17), o ministro disse que foram encontradas “inconsistências na contabilização e correção da segunda prova do Enem do ano passado”.
Lopes afirmou que “alguns arquivos vieram com erro na associação entre o aluno e a cor da prova. Aluno fez prova cinza e veio informação de que fez a prova amarela. Ao rodar a correção, saiu resultado diferente”.
“Não faz sentido uma pessoa gabaritar no primeiro dia e no segundo ela tirar zero”, disse o ministro. Esse foi o padrão identificado em quatro cidades, especialmente em Minas Gerais. Pelo menos 200 mil candidatos pediram revisão das notas através do e-mail [email protected].
Sisu
Apesar de tudo, Weintraub não considera a possibilidade de atrasar o prazo de abertura para inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Isso porque as notas serão corrigidas diretamente na plataforma até o final desta segunda.
O sistema é informatizado. As instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes. Os candidatos com melhor classificação são selecionados, de acordo com suas notas no Enem. São 237 mil vagas em universidades federais em todo o país. As inscrições vão de terça-feira (21) a sexta-feira (24), no site do Sisu. O resultado da chamada regular é dia 28, com matrícula começando no dia seguinte, até 4 de fevereiro.
As informações são do portal G1.





