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Via Varejo (VVAR3) projeta 2021 mais desafiador; Eleven e Inter recomendam compra

Via Varejo (VVAR3) projeta 2021 mais desafiador; Eleven e Inter recomendam compra

Este ano deverá ser mais complexo que 2020, devido à atual situação macroeconômica e pelas incertezas que estão por vir, informou a Via Varejo (VVAR3).

Este ano deverá ser ainda mais complexo que 2020, devido à atual situação macroeconômica e pelas incertezas que estão por vir, informou o grupo Via Varejo (VVAR3) em teleconferência com analistas nesta quarta-feira (03).

Segundo o jornal Valor Econômico, a dona das Casas Bahia e Pontofrio disse que já há sinais de desabastecimento no setor, mas o grupo elevou o volume estocado nas empresas.

Apesar de não detalhar a expectativa de investimentos para 2021, a Via Varejo ressaltou que será maior do que o valor investido em 2020 (R$ 435 milhões).

O foco este ano, segundo o presidente Roberto Fulcherberguer, será sustentar os novos patamares de margens. No 4TRI20, a Via Varejo registrou margem bruta ajustada de 29,2%, queda de 1 p.p. referente ao mesmo período do ano anterior.

Na terça-feira, a Via Varejo reportou lucro líquido de R$ 336 milhões no quarto trimestre de 2020 ante um prejuízo de R$ 875 milhões no 4TRI19. Os indicadores foram impulsionados pela reabertura de lojas físicas e pelas fortes vendas no digital.

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Eleven: Via Varejo fecha o ano com chave de ouro

Para a Eleven, a Via Varejo fechou 2020 com chave de ouro.

Os resultados do 4T20 da Via Varejo, segundo os analistas, representam um bom fechamento de ano, que comprovou a assertividade das iniciativas tomadas pela empresa em seu processo de turnaround.

“Destacamos o crescimento de 106% das vendas on-line, com participação de 46,6% no GMV total do trimestre, bem como o lucro líquido operacional de R$ 209 milhões, com um crescimento de 168% a/a”, ressalta a Eleven.

O robusto crescimento permitiu que a empresa conquistasse 6,4 p.p. de market share no canal on-line segundo dados da GfK (ou 4,0 p.p pela Compre&Confie).

Mesmo com um e-commerce acelerado e algumas restrições de horário de circulação de pessoas em determinadas regiões, a Via Varejo apresentou um sólido SSS de 6,1% no trimestre, somando um GMV de R$ 7,5 bilhões alinhado às nossas estimativas.

Para além do crescimento das vendas on-line, a Eleven destaca também outras iniciativas de digitalização da Via Varejo:

  • banQi, cuja operação atingiu 1,8 milhão de contas, com um TPV no 4T20 de R$ 300 milhões e diversas frentes de crescimento como oferta de crédito e serviços financeiros;
  • Melhorias na experiência do marketplace através de melhorias no processo de onboarding e interface para o seller, ampliação do sortimento, melhorias no nível de serviço, além da oferta de crediário também para produtos 3P;
  • ENVVIAS, a disponibilização de plataforma logística que permite ao seller acessar a robusta malha logística da Via Varejo, possibilitando uma melhor experiência de venda, com menor custo de envio.

Assim, a Eleven mantém a recomendação de compra para Via Varejo com preço-alvo de R$ 28,00.

Crescimento com rentabilidade

Em análise sobre a Via Varejo, o Banco Inter (BIDI11) destacou o resultado sólido do 4TRI20 da empresa, acima das expectativas do consenso do mercado e do banco.

“Em 2020, a companhia foi capaz de alavancar a receita de seu canal online em 168%, mais do que compensando a retração de 14,2% do segmento físico. O avanço na eficiência operacional também merece destaque, comprovando que a companhia conseguiu crescer com rentabilidade.

A virada de lucro líquido em 2020 corrobora a assertividade do management na entrega do turnaround, diz o Banco Inter.

“Acreditamos que a companhia tem para 2021 várias frentes de crescimento. Com a renovação do auxílio emergencial, a aceleração do cronograma de vacinação e a integração cada vez mais potencializada dos canais físico e online enxergamos uma boa oportunidade”, diz o Banco Inter.

Assim, os analistas reiteram a compra, com preço-alvo de R$ 25/ação.