A União Europeia acendeu o sinal de alerta após China e Estados Unidos assinarem a Fase Um do acordo comercial entre os dois países na última quarta (15).
Nicolas Chapuis, embaixador do bloco na China, avisou que irá recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) caso se sinta prejudicada pelo compromisso sino-americano.
“Os objetivos quantitativos não são compatíveis com a OMC se levarem a distorções comerciais. Se for esse o caso, iremos à OMC para resolver esse problema”, assegurou, em entrevista coletiva.
A China prometeu, segundo o acordo, aumentar suas importações de produtos americanos em dois anos em US$ 200 bilhões em comparação aos investimentos de 2017.
Esse comprometimento preocupou Bruxelas, que acredita em penalizações às empresas europeias no mercado chinês quando concorrerem com as americanas.
Acordo próprio
A União Europeia espera, na verdade, assinar seu próprio compromisso com a China ainda em 2020 e, por isso, demonstrou tanta preocupação com o acordo sino-americano.
Segundo Nicolas Chapuis, convidado a comparecer na última quinta (16) ao ministério das Relações Exteriores da China, ele ouviu a garantia de que as empresas europeias não serão afetadas “de forma alguma”.
“Vamos monitorar sua implementação e estaremos vigilantes para ver se há uma preferência pelos americanos em relação aos europeus”, concluiu.






