Home
Notícias
Small Caps Summit: a revolução das Fintech nos serviços financeiros

Small Caps Summit: a revolução das Fintech nos serviços financeiros

Heverton Peixoto e Luciano Valle formaram um dos painéis de peso neste 1º dia de Small Caps Summit para falar sobre a revolução causada pelas fintech

Heverton Peixoto e Luciano Valle formaram um dos painéis de peso neste 1º dia de Small Caps Summit para falar sobre como as fintechs estão revolucionando o mercado de serviços financeiros.

O CEO da Wiz Soluções (WIZS3) e o Diretor de Relações com Investidores da Méliuz (CASH3) explicaram o porquê do excelente desempenho de ambas as empresas, que cresceram na casa de dois dígitos na bolsa desde suas respectivas IPO. E não pararam por aí.

Além disso, Heverton Peixoto e Luciano Valle também explanaram a visão a respeito do futuro das fintechs no Brasil. Os executivos apostaram que o segmento ainda tem muito a crescer nos próximos anos, principalmente com a adoção do open banking e do open insurance.

Confira os pontos principais de uma verdadeira aula sobre como as small caps de fintech estão revolucionando o mercado de serviços financeiros no País e, claro, faça sua inscrição no Small Caps Summit. É 100% gratuito e online, apenas nesta terça e quarta-feira.

Méliuz e Wiz: small caps em franca ascensão

Luciano Valle, homem forte da Méliuz, fez questão de pontuar, mais de uma vez, que o sucesso da empresa tem uma razão fundamental: a empresa é referência quando o assunto é cashback, mas é muito mais do que isso.

Publicidade
Publicidade

“Temos que tirar a impressão errada de como o mercado enxerga o Méliuz. A gente surgiu usando muito bem o cashback, mas colocar esse rótulo simplifica muito o que a gente construiu até hoje e tudo o que queremos construir daqui para a frente”, avisou.

“A gente foi para a IPO em uma pegada de apresentar a companhia para o mercado, que até então não conhecia nosso modelo de negócio. Nós nos mostramos como uma empresa de tecnologia que utilizava muito bem o modelo de cashback. Tudo o que a gente prometeu, entregou. É o resultado de execução de tudo o que a gente vem fazendo, e como comunicamos isso ao mercado”, complementou.

Heverton Peixoto, CEO da Wiz Soluções, também falou brevemente sobre a expansão dos negócios da empresa, que hoje não é mais exclusiva da Caixa Econômica Federal, e tem negócios com Santander, Itaú e Banco do Brasil, além do BMG. Esse, em particular, é uma alta aposta do executivo, pois promete “entregar um braço de seguridade muito sólido e robusto”.

“Ao mesmo tempo em que é uma empresa de 48 anos, que tem capacidade de gerar caixa forte, tem também uma fintech nascendo desde 2018 e que vai dar muitos frutos ao investidor da Wiz nos próximos anos. É um dos melhores momentos da nossa história”.

Diversificação é a chave, apontam executivos

Luciano Valle e Heverton Peixoto apontaram a diversificação como ponto chave para o crescimento de suas respectivas empresas, e prometeram manter o olho aberto para novas oportunidades futuras.

“A gente tem se posicionado em 4 frentes distintas, mas o business mais reconhecido é o de melhor parceiro para rentabilização de ecossistemas usando produtos financeiros. É nisso que a gente conseguiu se posicionar e se transformar como case. Ainda estamos muito ligados a bancos, mas hoje já conseguimos fazer isso com maestria em segmentos automotivos”, comemorou Peixoto.

“Lançamos cartão de crédito lá atrás, em 2019, para testar uma hipótese: gerar tráfego em vendas para um parceiro de serviços financeiros. Descobrimos que tínhamos capacidade tanto de construir um produto atrativo para nossa base quanto também comunicar bem com serviços financeiros. Da IPO para cá, estamos fazendo essa jornada de shopping cada vez mais forte, e queremos aumentar essa inércia com que mandamos o trafego para dar conversão no final do dia. A gente vai sim para uma agenda de agregar mais serviços que melhorem essa jornada de shopping, usar como conta digital, PIX, TED, e sermos emissores de cartão”, projetou Valle.

Fintech x Old Schools: briga boa

Os executivos apostaram ainda que a briga das chamadas fintechs com as empresas Old Schools não está nem perto de terminar, e que seguirá boa, e em alto nível, com a chegada de serviços como open banking e open insurance ao Brasil.

Na visão de Luciano Valle, é cedo para dizer quem vai vencer. “É difícil falar quem está na frente hoje e quem vai perder depois. Há duas frentes nesse mundo de fintech: tecnologia e regulatório. Quando há um regulador que quer abrir oportunidades para inovação e pensar no negócio, claro que ajuda quem está entrando. Isso não quer dizer, no entanto, que quem está sendo atacado não vai reagir. Há muitos players mostrando isso”, ponderou.

“É um movimento muito de execução. Há excelentes novos players chegando e excelentes antigos. A combinação dois dois fatores, mais a experiência proporcionada ao usuário é quem vai dizer quem vai vencer esse jogo. O open banking e o open insurance colocam o poder de decisão sobre os dados na pessoa certa. É o consumidor quem decidirá como a informação vai ser usada”, completou o diretor da Méliuz.

Heverton Peixoto mostrou linha de raciocínio similar também a respeito desse ponto específico abordado no Small Caps Summit. “É um momento de mercado muito aberto. É uma tendência. A Stone chegou e em pouco tempo ocupou espaço de Old Schools gigantes. O Banco Inter também conseguiu tocar o coração do cliente. As pessoas hoje estão muito abertas a testar o novo, e isso abre muitas oportunidades para inovação”, apostou.

Relação mais íntima com o cliente

Ao falar especificamente do mercado de seguros, especialidade da Wiz, Peixoto fez uma ponderação. “O mercado de seguros ainda é um pouco antigo, mas tenho certeza de que com mercado B2B e B2C bem estruturados, é questão de tempo para ganhar espaço com o cliente final”.

Segundo ele, esse cenário será alterado justamente com a chegada do open insurance, que proporcionará uma “relação mais íntima” entre as empresas que trabalham com seguro e seus clientes.

“O open insurance vai mudar uma característica muito específica do nosso mercado. Ele é baixo relacional, é muito transacional. O cliente conhece o seguro na  hora da compra e na hora do desastre ou da morte. Não é muito de convívio. Por isso a maior parte das seguradoras se afastaram do dia a dia do cliente. Deixaram esse espaço relacional para levar essas informações para dentro da vida do cliente. Isso vai mudar bastante a dinâmica”.

Crescimento sustentável seguirá nas Fintech

A dupla de executivos que participou do painel da Small Caps Summit também não teve dúvida em apostar que tanto o crescimento da Wiz quanto da Méliuz são sustentáveis e se manterá por um bom tempo.

“A principal ferramenta para manter esse crescimento são as pessoas. É uma questão de como analisa a cultura que você construiu que vai permitir que continue inovando ao longo do tempo para entregar resultados de negócios que hoje nem sonhamos que vai acontecer”, comentou Valle. “Comparando a Méluiz de três anos atrás com a de hoje, é uma empresa completamente diferente, e daqui a 3 anos também será”.

Heverton Peixoto analisou o cenário de forma mais macro, citando, claro, também o que prevê para o futuro da renovada Wiz. “O Brasil ainda tem muita oportunidade de democratização. O mercado ainda é muito pequeno perto do que deveria ser. Em alguns países, o mercado de seguros representa 10% do PIB. Aqui mal passamos a linha dos 5%. Temos a oportunidade de inovar. No caso da Wiz, temos que entender que há uma nascendo e uma estagnada. O importante é entender que as empresas que estão exponenciais não querem mais se limitar a um pedacinho da cadeia, só naquilo que nasceram para fazer. Os verdadeiros líderes não vão se limitar a uma maquininha. Quem se limitar será atropelado”, concluiu.

Quer acompanhar tudo o que está rolando no Small Caps Summit? Faça sua inscrição!  É 100% gratuito e online, apenas nesta terça e quarta-feira.