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Setor de serviços avança 5% em junho, depois de quatro quedas seguidas

Setor de serviços avança 5% em junho, depois de quatro quedas seguidas

Depois de quatro meses de quedas, o setor de serviços teve avanço de 5% em junho, segundo a Pesquisa Mensal feita pelo IBGE.

Depois de quatro meses de quedas, o setor de serviços teve avanço de 5% em junho, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta quinta-feira (13).

Na comparação com junho de 2019, a queda foi de 12,1%.

Em maio, a queda foi de 0,9%. Em abril, pior mês, tombo de 11,7%. Em março, queda de 6,9%. E em fevereiro, quando a crise do coronavírus ainda nem tinha começado no país, a queda foi de menos 1%.

No acumulado de março a maio, o tombo foi de 19,5%. Agora, com o resultado de junho, o volume de serviços repõe 5% desta perda.

Segundo o pesquisador Rodrigo Lobo, do IBGE, a retração sentida em fevereiro, antes do início da pandemia no Brasil, foi conjuntural e refletia uma acomodação frente ao comportamento apresentado no fim de 2019.

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Reprodução/IBGE

Restaurantes justificam a melhora em serviços

Entre os 166 serviços investigados pela pesquisa, o segmento de restaurantes foi um dos que mais influenciaram o índice.

“Com as medidas de isolamento, muitos restaurantes estavam fechados, ainda que alguns estivessem funcionando por delivery. Com a flexibilização, ou seja, com o aumento do fluxo de pessoas nas cidades brasileiras, eles começaram a abrir e a receita do segmento voltou a crescer”, explica o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Os cinco setores pesquisados acompanharam o resultado positivo do setor de serviços em junho, com destaque para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com avanço de 6,9% e serviços de informação e comunicação, com crescimento de 3,3%.

“É a segunda taxa positiva para o setor de transportes. Tanto ele quanto os serviços prestados às famílias mostraram perdas em março e abril e taxas positivas em maio e junho. Mas o crescimento dos últimos dois meses foi insuficiente para recuperar a perda dos meses anteriores”, analisa Lobo.

Em maio e junho, o setor de transportes acumulou uma alta de 11,9%, enquanto a perda acumulada de março e abril foi de 25,2%.

Serviços: perda é de 8,3% no semestre

Apesar do avanço de 5% em junho, o setor de serviços fechou o primeiro semestre de 2020 recuando 8,3%, com queda em quatro das cinco atividades pesquisadas.

A pesquisa aponta queda do setor de serviços prestados às famílias, que recuou 35,2% no período.

A queda foi influenciada principalmente pela retração nas receitas de restaurantes, hotéis, bufê e outros serviços de comida preparada.

São Paulo avança 5,1% em junho frente a maio

O avanço no setor de serviços também foi sentido por 21 das 27 unidades da federação. São Paulo registrou um crescimento de 5,1%, após ter recuado 19,5% entre fevereiro e maio.

Rio de Janeiro (3,6%), de Minas Gerais (4,7%), do Rio Grande do Sul (6,6%) e do Distrito Federal (6,6%) também acompanharam o movimento de crescimento.

Mato Grosso (-3,2%), Paraná (-1,0%) e Espírito Santo (-3,2%) registraram os principais impactos negativos entre as unidades da federação.

Turismo cresce 19,8% em junho

Em junho, o índice de atividades turísticas avançou 19,8% em comparação a maio. É a segunda taxa positiva seguida, período em que acumulou crescimento de 28,1%.

O segmento de turismo tinha uma perda acumulada entre março e abril de 68,1%. E refletia o impacto das medidas preventivas para combate à pandemia.