O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, acredita que há quatro pontos no mundo hoje que provocam incertezas e instabilidades: alterações climáticas, desconfiança dos cidadãos, tensões geopolíticas e ameaças tecnológicas. A análise foi feita durante o Fórum Econômico Mundial, que está acontecendo em Davos, na Suíça.
O secretário chamou esses quatro pontos de os “Quatro Cavaleiros do Apocalipse”.
Para ele, as alterações climáticas, pela primeira vez na história da humanidade, estão “impondo um limite físico e real às possibilidades de crescimento” mundiais.
Guterres ressalta que é “absolutamente necessário” admitir que as alterações climáticas são uma ameaça à existência humana e que os distúrbio do clima estão progredindo mais rápido do que o esperado.
Esforço internacional
No seu discurso nessa quinta-feira (23), Guterres tocou em diversos temas relacionados com o ambiente. Para ele, existe uma ameaça existencial para a humanidade e pediu “uma reorientação maciça de recursos para uma transição para a economia verde. Se os grandes emissores de CO2 não se juntarem ao esforço internacional, estamos perdidos”.
Fórum Econômico Mundial tem sido dominado pela questão das alterações climáticas. É o assunto mais importante no momento.
Com exceção de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que desdenha do alerta que tem sido dado durante o evento, os líderes mundiais estão atentos e preocupados com o avanço do problema.
Trump criticou os “profetas da destruição” que alertam para as sérias consequências das mudanças climáticas, num discurso perante todos os líderes políticos e econômicos. Mas o alerta de Guterres é o tom das discussões na Suíça.
O secretário-geral da ONU disse que, embora ainda existam pessoas que argumentam que o planeta Terra pode “resistir a tudo”, é preciso ligar o sinal de alerta de que a capacidade da espécie humana em habitar este planeta e as condições necessárias para tal estão diminuindo, e “é urgente” mudar o curso dos acontecimentos.
Com informações da Agência Brasil e JN de Portugal.






