O grande tema de toda a semana foi o tapering, mas as expectativas ficaram frustradas. O presidente do Fed, banco central americano, Jerome Powell, não disse quando começa a retirar os estímulos econômicos. Sinalizou apenas que isso deve ocorrer ainda este ano.
Paralelamente, houve um atentado em Cabul, que abalou o mundo e trouxe receios quanto aos desdobramentos da crise no Afeganistão.
No Brasil, teve muita preocupação com a inflação, autonomia do Banco Central confirmada, arrecadação recorde e criação de empregos forte. Confira.
Exterior
Tapering
O tema da semana foi o tapering, retirada de estímulos da economia americana. Na sexta-feira (27), o presidente do Fed, Jerome Powell, falou no simpósio de Jackson Hole, mas sem dar qualquer sinalização clara sobre quando começa a retirada de estímulos. Disse que ela ainda depende de dados mais robustos do emprego. E que aumento de juros não está no radar.
O mercado quer saber quando o Fed deixará de injetar os atuais US$ 120 bilhões mensais na economia. As apostas são de que ela virá ainda este ano, ao contrário do que foi anunciado anteriormente (2022). O mês exato em que começará é o que todos querem saber.
Atentado em Cabul
A semana também teve um atentado em Cabul, que matou 13 militares americanos e trouxe insegurança aos mercados. O presidente Joe Biden prometeu uma “caça” aos responsáveis e manteve a retirada das tropas do Afeganistão.
PCE em linha com projeção
O Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE) nos EUA variou 0,40% em julho, ante 0,5% de junho. O núcleo do PCE, que exclui alimentos e combustíveis, também subiu 0,30%. Na comparação anual, a alta foi de 3,60%. Os dados vieram dentro da projeção.
A renda pessoal subiu 1,10% em junho, bem acima do consenso de alta de 0,2%. E os gastos pessoais subiram 0,30%, em linha com as expectativas.
PIB EUA
A segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA apontou crescimento de 6,6% no segundo trimestre no dado anualizado, ante 6,5% da prévia, e veio pouco abaixo da expectativa de 6,7%.
Brasil
Inflação: de olho na energia elétrica
Com o IPCA–15 batendo os 9% em 12 meses, o mercado revisa suas apostas para a inflação e também para a Selic – já há quem aponte em mais 8% ao ano para a taxa básica de juros até dezembro.
Na divulgação desta semana, o alto preço da energia elétrica foi o grande vilão. E este cenário pode se manter assim, se a crise hídrica continuar sem solução a curto prazo.
Outro item crítico foi a gasolina, que subiu mais de 39% em 12 meses. Entenda aqui a razão do combustível estar tão caro.
Caged
A pesquisa Caged apontou a abertura de 316.580 vagas formais de trabalho em julho no Brasil. No ano, o país acumula a criação de 1.848.304 empregos. No mesmo período de 2020, haviam sido fechadas 1.092.578 vagas.
Arrecadação recorde
A arrecadação da Receita Federal bateu recorde, crescendo 35,47% em julho em termos reais sobre o mesmo mês do ano passado. O total é de R$ 171 bilhões.
Autonomia do Banco Central
O Supremo Tribunal Federal confirmou a autonomia do Banco Central, por 8 votos a 2. A lei foi sancionada pelo presidente em fevereiro deste ano e sua constitucionalidade havia sido questionada por partidos da oposição.
Impeachment no STF
Um pedido de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes foi apresentado ao Senado pelo presidente Jair Bolsonaro. Mas ele foi arquivado pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, que alegou falta de embasamento jurídico.
Ainda assim, seguem as tensões entre Executivo e Judiciário. Mais ruídos devem surgir ao longo da próxima semana, quando se aproxima o 7 de setembro, feriado em que há agendadas manifestações a favor e contrárias ao presidente.