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Resumo da semana: mercados reagem com volatilidade ao aperto monetário global

Resumo da semana: mercados reagem com volatilidade ao aperto monetário global

O resumo da semana traz como destaque o aperto monetário global, que teve importantes decisões, com Copom, Fomc e BoE aumentando juros.

Além disso, saíram dados de inflação, produção e emprego, além de ter tido andamento a temporada de balanços do primeiro trimestre.

O controle da Covid na China segue preocupando, assim como o conflito na Ucrânia. Porém, os temas da vez foram mesmo inflação e juros. Confira!

Resumo da semana no Brasil

Décima alta da Selic

Como amplamente aguardado pelo mercado, a taxa Selic foi de 11,75% para 12,75% na decisão do Copom de terça-feira (4). E é o principal destaque do resumo da semana.

No comunicado emitido após a decisão, o comitê deixou em aberto seus passos seguintes, considerando “provável” um novo aumento da taxa básica de juros, mas em menor magnitude, na próxima reunião, de 14 e 15 de junho.

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Para o economista-chefe da EQI Asset, Stephan Kautz, o comitê sinalizou uma possível continuidade do aperto monetário, mas sem se comprometer.

Pode ser uma alta de 0,50 na próxima reunião, o que, inclusive, é o nosso cenário. Mas ao falar em ‘provável’ aumento, o Copom abre espaço para o mercado interpretar que, dependendo dos próximos números de inflação, o ciclo pode ter chegado ao fim agora”, avalia.

Ele complementa:

Vamos aguardar a ata, para entender melhor o que eles quiseram dizer com essa expressão e como eles explicam as projeções de inflação deles, especialmente a do ano que vem, que agora está em 3,4% de 3,1% na reunião anterior”.

Por conta da greve dos servidores, o Banco Central suspendeu as próximas divulgações de suas publicações, entre elas o Boletim Focus e o fluxo cambial, mas a ata do Copom, que sai na terça-feira (10) não será afetada.

  • Clique aqui para conferir a análise completa do economista-chefe da EQI Asset.
  • E mais: Como a alta da Selic favorece os consórcios? Conversamos com Cauê Ostetto, head da área de consórcios da EQI Investimentos, a respeito. Confira aqui!
Taxa Selic: gráfico com evolução

Reprodução/EQI

IGP-DI traz certo alívio

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) variou 0,41% em abril, mostrando forte desaceleração da pressão da inflação em relação a março, quando havia ficado em 2,37%. O número é inferior ao consenso de mercado, que estimava taxa de 0,68%.

Prévia do PIB menor que o esperado

IBC-Br de fevereiro, considerado prévia do Produto Interno Bruto (PIB), ficou em 0,34%, após queda de 0,99% em janeiro. A expectativa era de alta de 0,40%.

Temporada de balanços

A Petrobras foi o grande destaque da semana, com alta de mais de 3.000% no 1TRI22 frente ao 1TRI21. Confira.

Petrobras: imagem do prédio da empresa

Empresa favorecida pela alta mundial do petróleo.

  • Petrobras (PETR3; PETR4) reporta R$ 44,5 bilhões de lucro no 1TRI22. Ou seja, uma alta expressiva de 3.718% frente ao 1TRI21.
  • Bradesco (BBDC4) reporta lucro líquido recorrente de R$ 6,82 bilhões no 1TRI22, alta de 4,7% frente ao 1TRI21.
  • Carrefour (CRFB3) tem R$ 421 milhões de lucro líquido ajustado no 1TRI22, alta de 0,2% frente ao 1TRI21.
  • AES Brasil (AESB3) tem lucro líquido de R$ 70,9 milhões no 1TRI22, sendo 23,7% menor ao 1TRI21.
  • Alpargatas (ALPA4) tem lucro líquido de R$ 20,8 milhões no 1TRI22, sendo 83,5% inferior ao 1TRI21.
  • Engie (EGIE3) reporta lucro líquido de R$ 645 milhões, alta de 21,9%.
  • C&A (CEAB3) aprofunda prejuízo líquido em 10,3% no 1TRI22 frente ao mesmo período do ano anterior. Com isso, a perda atingiu R$ 152,7 milhões.
  • Arezzo (ARZZ3) tem lucro líquido ajustado de R$ 58 milhões no 1TRI22, sendo 94,4% maior frente ao 1TRI21.
  • Direcional (DIRR3) tem lucro de R$ 35,632 milhões no 1TRI22, alta de 31,5% .
  • Fleury (FLRY3) tem lucro de R$ 110,4 milhões no 1TRI22, queda de 6,9%.
  • BR Properties (BRPR3) tem prejuízo de R$ 30,712 milhões, revertendo lucro do 1TRI21.
  • Lojas Renner (LREN4) reverte prejuízo e lucra R$ 191,6 milhões.
  • Sanepar (SAPR3) tem lucro líquido de R$ 291,9 milhões, alta de 18,4%.
  • Banco Daycoval (DAYC4) tem lucro líquido de R$ 298 milhões, queda de 1,4%.
  • PetroRecôncavo (RECV3) tem lucro de R$ 401,8 milhões, revertendo prejuízo de R$ 12,9 milhões.
  • Petz (PETZ3) tem lucro líquido ajustado de R$ 21 mi no 1TRI22, alta de 57,7%.
  • Natura&CO (NTCO3) registra prejuízo líquido de R$ 643 mi no 1TRI22, alta de 314%.
  • Unidas (LCAM3) reporta lucro líquido de R$ 101,8 milhões no 1TRI22, recuo de 9,2%.
  • Schulz (SHUL4) tem lucro líquido de R$ 38,2 milhões no 1TRI22, alta de 40%.
  • Ecorodovias (ECOR3) tem lucro de R$ 16,9 milhões, queda de 81,2%.
  • Rumo Logística (RAIL3) tem prejuízo de R$ 68 milhões no 1TRI22, revertendo lucro.
  • Gerdau (GGBR4) reporta lucro líquido de R$ 2,940 mi no 1TRI22, alta de 19%
  • Ambev (ABEV3) tem lucro ajustado de R$ 3,551 bi no 1TRI22, alta de 29,6%.
  • Oi (OIBR3) tem prejuízo líquido de R$ 1,669 bi no 4TRI21, queda de 192,9%.
  • Banco Pan (BPAN4) tem lucro de R$ 195 mi no 1TRI22, alta de 3%.
  • CSN (CSNA3) tem lucro líquido de R$ 1,3 bilhão no 1TRI22, com queda de 76%.
  • CSN Mineração (CMIN3) tem lucro líquido de R$ 739 milhões no 1TRI22, queda de 68%.
  • GPA (PCAR3) tem lucro líquido consolidado de R$ 1,39 bilhão no 1TRI21, sendo superior aos R$ 112 milhões do 1TRI21.
  • Suzano (SUZB3) reporta lucro líquido de R$ 10,3 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 2,7 bilhões no 1TRI21.
  • BRF (BRFS3) tem prejuízo líquido de R$ 1,581 bi no 1TRI22, revertendo lucro de R$ 22 milhões no 1TRI21.
  • PetroRio (PRIO3) reverte prejuízo de US$ 7,2 milhões, no 1TRI21, com lucro líquido de US$ 228 milhões no 1TRI22.
  • EDP Brasil (ENBR3) tem lucro de R$ 523 milhões, alta de 5,4%.
  • Totvs (TOTS3) tem lucro líquido consolidado de R$ 84,9 milhões, alta de 5,4%.
  • Localiza (RENT3) lucra R$ 517,4 milhões no 1TRI21, resultado que é 7,3% maior que no 1TRI21.
  • Intelbras (INTB3) registra lucro líquido de R$ 98,56 milhões no balanço do 1TRI22, resultado 10% maior do que no 1TRI21.
  • Marcopolo (POMO4) reverte prejuízo obtido no 1TRI21 e obtém lucro líquido de R$ 98 milhões no 1TRI22.
  • Neogrid (NGRD3) reporta lucro de R$ 3,938 milhões, com queda de 38%.
  • Pague Menos (PGMN3) tem lucro líquido ajustado de R$ 24,4 milhões, 44,8% menor do que no 1TRI21.
  • Lojas Quero-Quero (LJQQ3) reverte lucro de R$ 11,6 milhões no 1TRI21 e registra prejuízo líquido de R$ 10,3 milhões no 1TRI22.
  • Copasa (CSMG3) tem lucro líquido de R$ 167,5 milhões, queda de 23,8%.
  • Movida (MOVI3) registra lucro líquido de R$ 258,1 milhões no 1TRI22, alta de 135,7% na comparação anual.
  • Irani Papel e Celulose (RANI3) lucra R$ 112,2 milhões no 1TRI22, 98% maior do que o apurado um ano antes.

Resumo da semana no exterior

Fed sobe juros pela segunda vez

A decisão do banco central americano de subir os juros em 0,5 ponto porcentual e “tirar da mesa” a alta de 0,75% para as próximas reuniões, fez o mercado reagir bem na quarta-feira (4), mas “acordar” na quinta (5) em dúvida se o Fed está “behind the curve”, ou seja, atrás da curva, e não reagindo devidamente com os juros para combater a inflação.

“Depois de uma noite dormida, as pessoas acordaram na quinta-feira (5) concluindo: ‘se o Fed não vai subir juros tão rapidamente, então ele pode não conseguir controlar essa inflação no ritmo necessário’”, explica Luís Moran, head da EQI Research.

“O que dá para dizer? A gente vai continuar a ter volatilidade, com essas mudanças rápidas de opinião ao sabor dos acontecimentos, porque há muitas incertezas no mercado”, complementa.

Análise grafista sobre a projeção dos juros nos EUA

Reprodução/BTG

Resumo da semana: BoE também aumenta juros

Para atingir a meta de uma inflação de 2% em 2022, o Bank of England (BoE), o Banco Central inglês, decidiu aumentar em 0,25% a taxa básica de juros e agora ela está em 1%.

PMI ruim na China

Na China, o Índice dos Gerentes de Compras (PMI) Industrial foi de 47,4 pontos em abril, ante 49,5 de março. Já o PMI do setor de serviços caiu de 42 pontos em março para 36,2 em abril. Leituras do PMI abaixo de 50 indicam retração da atividade. O país sente o impacto dos novos lockdowns por coronavírus.

Resumo da semana: Payroll acima do previsto

Por fim, no resumo da semana, os Estados Unidos geraram 428 mil empregos em abril, segundo o relatório payroll (folha de pagamento não-agrícola), publicado pelo Departamento do Trabalho americano.

Esse número supera as previsões dos especialistas (391 mil) e apresenta o mesmo patamar de março, quando o país criou 428 mil postos de trabalho (revisados de 431 mil).

Já a taxa de desemprego permanece inalterada em relação ao mês de março, marcando 3,6% e registrando 5,9 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho. O resultado, porém, está um pouco acima da projeção, que era de 3,5%.

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