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Projeto de lei autoriza empresas a oferecem empréstimo por meio de penhor de joias

Projeto de lei autoriza empresas a oferecem empréstimo por meio de penhor de joias

Projeto de lei autoriza empresas a oferecem empréstimo por meio de penhor de joias. O projeto é de de autoria do deputado Paulo Eduardo Martins.

Tramita na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei Complementar 230/19, de autoria do deputado Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), que delibera sobre autorizar empresas privadas a realizar penhor de joias e outros bens móveis, como garantia para empréstimos. 

Atualmente a Caixa Econômica Federal detém o monopólio dessa atividade.

Conforme esclarece o projeto, poderão ser penhoradas gemas, metais preciosos, obras de arte, antiguidades e até veículos. Sendo que o prazo do contrato bem como os juros cobrados serão estabelecidos entre as partes.

O objetivo da proposta é aumentar a oferta de crédito com taxas mais baratas. Segundo o deputado, hoje as agências da Caixa que disponibilizam o serviço de penhor não alcançam 10% dos municípios brasileiros.

“O projeto é para beneficiar principalmente a população menos favorecida, que vive longe dos grandes centros, mas tem grande potencial de fazer a economia girar e gerar empregos”, diz Martins.

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Pontos principais

Além de permitir que empresas privadas realizem a atividade de penhor, o projeto de lei também regulamenta a atividade. Dessa forma, entre os principais pontos estão:

– as empresas deverão inserir a atividade de penhor no seu objeto social;

– a dívida pode ser liquidada antes do vencimento sem que o devedor sofra multa ou outro encargo;

– a empresa está autorizada a vender o objeto penhorado em caso de  inadimplência do proprietário do bem apenhado por mais de 30 dias;

– a empresa tem a obrigação de informar às autoridades competentes sobre qualquer indícios de que o bem a ser penhorado tenha origem ilícita;

– o Poder Executivo estabelecerá, de forma simplificada, as regras para registro e funcionamento das empresas que exerçam as atividades de penhor.

Atualmente o projeto está aguardando parecer do relator na Comissão de Finanças e Tributação. Posteriormente segue para comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e depois, para o Plenário da Câmara.