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Presidente da Suprema Corte assume protagonismo durante impeachment de Trump

Presidente da Suprema Corte assume protagonismo durante impeachment de Trump

Presidente da Suprema Corte, John Roberts, assume protagonismo durante impeachment de Donald Trump e em processos no tribunal superior

John Roberts, presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos, vai presidir o julgamento do impedimento de Donald Trump no Senado norte-americano. O processo, que começou formalmente na quinta-feira (16), pode se arrastar por algumas semanas e ser essencial para a vida política futura do mandatário do país, em ano em que disputará a reeleição.

O juiz é conservador e não gosta de holofotes. Mas no julgamento ganhará um protagonismo inevitável. Trump teve duas acusações aprovadas pela Câmara dos Deputados: um pedido seu para que a Ucrânia investigasse o rival político Joe Biden (provável concorrente de Trump nas eleições desse ano) e de obstruir a investigação no Congresso.

O presidente norte-americano, em termos de desfecho do caso, não tem muito com o que se preocupar: seus partidários, os republicanos, têm maioria das 100 cadeiras do Senado. Para aprovar o impedimento do presidente e tirá-lo do cargo, são preciso dois terços dos votos, algo tido como impossível dos democratas conseguirem.

As regras são determinadas pelo próprio Senado e os 100 senadores atuam como juízes. Roberts fará o papel de mediador e assegurar que as regras sejam cumpridas. Suas determinações sobre se uma testemunha, por exemplo, pode ou não depor, podem ser derrubadas pelos senadores, se os senadores assim decidires. Ele não julga, nem vota.

Duas frentes

É apenas na terça-feira (21), que o processo de fato deve engrenar. E é aí que os olhos vão se voltar para Roberts, que terá que equilibrar seu compromisso em duas frentes, com o julgamento e seu trabalho na Suprema Corte, que fica diante do Capitólio. Entre suas atribuições na Suprema Corte está a luta de Trump para manter seus registros financeiros em segredo.

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Na Suprema Corte, Roberts detém poder de fato e os juízes têm até o final de junho para decidir se os registros financeiros de Trump podem ser entregues a comitês congressuais liderados pelos democratas e a um procurador de Nova York, o que pode ser avassalador para as pretensões eleitorais do atual ocupante da Casa Branca.

Aliás, quanto mais o processo no Senado demorar, mais o eleitorado vai ouvir na televisão o que os senadores democratas falarão, numa espécie de debate antecipado das eleições de 2020.

A Suprema Corte ouve argumentações de casos nas terças e quartas-feiras, entre elas uma disputa a respeito dos direitos religiosos que envolve financiamento público para estudantes frequentarem escolas religiosas particulares. As argumentações devem terminar perto do meio-dia, o que dá tempo para Roberts assumir seu lugar no Senado para as sessões de julgamento planejadas para as 13h.

Após a semana que vem, a Suprema Corte deve fazer sua pausa costumeira de meados de inverno, e as próximas argumentações estão agendadas para 24 de fevereiro. A esta altura, o julgamento de impeachment pode muito bem ter acabado. É o que Trump espera: um julgamento rápido e sem muita pirotecnia verbal.

Com informações da Reuters e do R7.