O BTG Pactual (BPAC11) divulgou, nesta terça-feira (10), o relatório de análise de ações da PetroRio (PRIO3), após a companhia divulgar os números operacionais referentes ao mês de abril. Mesmo com os resultados mais fracos, o banco manteve a recomendação de compra de papéis da petrolífera pelo preço-alvo de R$ 47,00.
Em relação aos números, no último mês, a PetroRio registrou uma queda de 3,5% na produção de óleo e gás, para 33,8 mil barris de óleo equivalente ao dia. Essa baixa é resultado da produção inferior nos ativos operados pela companhia.
Desses, a Frade teve recuo de 5% no mês, enquanto a Cluster Polvo TMBT caiu 3% no período. Por outro lado, a Manati cresceu 4% em abril.
Já em relação às vendas, a PetroRio obteve um volume de vendas de 882,8 mil bbl em abril. Esse resultado representa um terço dos volumes comercializados no primeiro trimestre deste ano.
PetroRio (PRIO3): explicações dos números
Sobre os resultados de abril da PetroRio, o BTG considera que a produção inferior pode ser explicada, sobretudo, por alguns contratempos na Frade e na Cluster Polvo TMBT.
No caso da Frade, a instituição financeira lembra que “a menor produção (14,8kb/d) foi causada principalmente por atividades submarinas e um desligamento de turbina a gás durante testes de rotina que levaram ao apagão do FPSO. Esperamos alguma normalização já em maio”.
E sobre a Cluster Polvo TMBT, o banco lembra que esse ativo teve vazão de óleo de 17 kb/d, o que representa um prejuízo de 3% no mês. Além disso, o BTG destaca que o polo foi impactado “por algumas falhas no sistema de geração de energia”.
De modo geral, a instituição financeira ressalta que “apesar do número t/t negativo, vemos alguma volatilidade como normal e parte da natureza do negócio, então não esperamos nenhuma reação a isso. Além disso, achamos que o número não está muito longe do que estamos modelando para a produção da empresa no 1T22, então não prevemos nenhum risco de queda em nossa estimativa por enquanto”.
No que diz respeito às vendas de 882,8 kbbl, o banco considera o fato como “um não evento”. No entanto, frisa que, levando em conta os recentes ganhos comerciais da companhia, acredita “que há razões para acreditar que os preços realizados no período podem ficar acima do benchmark Brent (US$ 106/bbl em abril)”.
Ademais, revela que ainda modela “um preço médio realizado de US$ 104/barril para PRIO no segundo trimestre. Com os preços do petróleo ainda em alta, vemos espaço para revisões positivas dos lucros no curto prazo”.






