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Petrobras (PETR4): Silva e Luna garante que não vai ceder às pressões sobre indicações políticas

Petrobras (PETR4): Silva e Luna garante que não vai ceder às pressões sobre indicações políticas

Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro ao cargo de principal executivo da Petrobras (PETR4), Joaquim Silva e Luna assegurou que não cederá às pressões

Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro ao cargo de principal executivo da Petrobras (PETR4), Joaquim Silva e Luna assegurou que não cederá às pressões.

“Indicações políticas não fazem parte da minha ideia de gestão”, disse ele, em entrevista para a Reuters.

“Já enfrentei pedidos e pressão (política), mas não aceitei e não foi fácil… Tem que construir um time de olho nos interesses da empresa e do Brasil”, complementou o novo executivo.

Durante a exclusiva para a agência de notícias internacional, o novo presidente-executivo da estatal disse ainda que pretende avaliar a possível manutenção de parte da diretoria atual da empresa.

Usando um jargão futebolístico, Silva e Luna disse que quer “valorizar os pratas da casa”, ao mesmo tempo em que afirmou que a companhia tem um “excelente corpo técnico”.

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“O melhor é trabalhar com o que se tem lá (na Petrobras). Empresas como essa têm funcionários de carreira, bem preparados, com valores, crenças e propósitos”, pontuou

“Acho até que mais pessoas podem sair, não de imediato, mas farão por vontade própria. Não pretendo chegar fazendo reformulação, e da minha parte não houve nenhum movimento”, assegurou.

Conversa com atual presidente da Petrobras

O general da reserva disse ainda que já teve um “contato informal” com Roberto Castello Branco, atual presidente da Petrobras, cujo mandato terminou no dia 20 de março, mas que não se aprofundaram no assunto.

“Temos uma conversa informal, amigável, cortês e não entramos em nenhum mérito sobre alguma coisa. Ele se colocou à disposição e disse que poderia contatar algum diretor”, declarou. “Espero poder falar com alguns diretores para saber o que eles pensam, acham e conhecer”, adicionou.

E o preço dos combustíveis?

Motivo de indignação do presidente Jair Bolsonaro, e o que teoricamente teria acelerado o desejo de mudança, a política de reajuste dos combustíveis também está na pauta do novo presidente da Petrobras.

Luna prometeu recorrer sempre ao diálogo e ao uso de posições democráticas. “Sou um gestor de muita transparência, não surpreendo as pessoas. Primeiro a gente conversa, sinaliza, troca informações e depois toma as decisões”, afirmou.

“Minha vida inteira conversei com as pessoas, ouvi, e chega um momento que tem se posicionar… a gente tem que buscar a vontade coletiva e sempre buscando princípios como retidão, sem corrupção nem vantagens indevidas”, complementou.

Segundo Luna, o governo tem conversado muito sobre uma política que permita o amortecimento do preço dos combustíveis, mas o modelo a ser adotado permanece indefinido.

“A ideia de criar um colchão, um amortecedor de preços, está viva e existe. Não tem nada pronto. O governo vai trabalhar com isso e a Petrobras vai contribuir, ajudar e participar. Isso não significa pagar a conta. Quando chegar lá (na Petrobras) espero que esteja já bem pensado e com a ideia mais amadurecida”.

Fundo estabilizador?

Umas das ideias ventiladas é a possível criação de um fundo estabilizador, que teria como base os royalties do petróleo.

Em tempos como os mais recentes, em que as cotações da commoditie flutuaram, esses recursos serviriam para “congelar” os preços por um determinado preço e, com isso, diminuir o impacto em cima dos consumidores.

“Nos momentos de ganhos maiores, o governo guardaria esses recursos, e usaria quando fosse necessário. A Petrobras como empresa de capital aberto tem que respeitar regras e normas que, se não forem seguidas, podem gerar ações bilionárias na Justiça daqui e lá fora. É uma conta terrível. Tem que conciliar acionistas da Petrobras com consumidor brasileiro”, concluiu.