O desemprego nos Estados Unidos aumentou paralelamente à subida dos casos da Covid-19 no País, segundo os dados mais recentes do Departamento de Trabalho do país.
Apenas na última semana, encerrada em 5 de dezembro, os pedidos iniciais por seguro-desemprego somaram 853 mil, recorde desde meados de setembro, quando a economia norte-americana deu sinais de reaquecimento.
Na comparação com a semana anterior já é possível notar como os dois cenários andam de mãos dadas. A última semana havia registrado 716 mil pedidos iniciais de seguro-desemprego. Na atual, em que o país ultrapassou a marca de 15 milhões de infectados pelo novo coronavírus, o aumento foi de quase 140 mil pedidos de ajuda.
Tendência de alta mantida
Na última semana de novembro a tendência anunciada nesta quinta já mostrava que iria se manter, segundo o Departamento de Trabalho dos EUA.
Na ocasião, os pedidos iniciais de seguro desemprego nos Estados Unidos registraram um segundo aumento semanal, que coincide com o avanço dos casos de coronavírus e as novas medidas de distanciamento social adotadas em algumas localidades do país.
As reinvindicações nesta semana ficaram em 778 mil, ante 748 mil da semana anterior (revisados de 742 mil anunciados anteriormente). A projeção era por 730 mil.
A sequência de duas semanas de alta nos pedidos põe fim a uma sequência de quedas graduais observadas no país desde o início da flexibilização. Ainda assim, é a 13ª semana com reivindicações abaixo de 1 milhão.
Congresso alega “procurar caminho” para amenizar desemprego
À medida que Califórnia e outros Estados estudam adotar novamente medidas rígidas de isolamento social, o que causaria um desemprego ainda maior no país, o Congresso afirma estar “procurando um caminho” para auxiliar a população.
Segundo Mitch McConnell, líder da maioria no Senado, mais de US$ 3 milhões de ajuda do governo já foram direcionados par minimizar os efeitos da pandemia em empresas e cidadãos, mas esse estímulo fiscal “praticamente secou”.
O governo norte-americano alegou ter criado 245 mil novas vagas de emprego em novembro, mas que apenas 12,4 milhões dos 22,2 milhões de empregos perdidos em março e abril, auge da pandemia, foram recuperados.
O Departamento de Trabalho dos EUA alegou ainda que o índice de preços ao consumidor subiu 0,2% em novembro e que, no acumulado dos 12 meses, avançou 1,2%, algo que também encarece o custo de vida para o já defasado cidadão norte-americano.