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Palestina ameaça retaliar diplomaticamente se Trump apresentar “plano de paz” para o Oriente Médio

Palestina ameaça retaliar diplomaticamente se Trump apresentar “plano de paz” para o Oriente Médio

Palestina ameaçam retaliar diplomaticamente se Trump apresentar “plano de paz” para o Oriente Médio, saindo dos Acordos (provisórios) de Oslo

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que apresentará um aguardado plano de paz para o Oriente Médio já nessa próxima semana, antes de encerrar janeiro e antes que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu visite Washington, o que está marcado para a próxima semana. A princípio, tal anúncio será feito na terça-feira (28). Israel já considera, de antemão, um plano “histórico”.

Mas a Palestina ameaçou, neste domingo (26), se retirar dos Acordos de Oslo, que tratam sobre as relações com Israel, se Trump seguir com sua ideia de “plano de paz”.

O secretário da Organização de Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat, disse que o país “se reserva o direito de ‘retirar-se do acordo provisório'”, como é tratado pela Palestina os Acordos de Oslo.

O que diz o acordo

O acordo provisório de Oslo II, de setembro de 1995, assinado entre a OLP e Israel, diz que a Cisjordânia estava dividida em três zonas: A, sob controle civil e de segurança palestino; B, sob controle civil palestino e de segurança israelense; e C, sob controle civil e de segurança israelense.

Tal acordo provisório, porém, terminava em 1999, e desde então foi renovado tacitamente por ambas as partes. Para Erekat, o plano americano “transformará ocupação temporária em ocupação permanente”. Por isso, a Palestina se antecipa e rechaça totalmente a ideia de Donald Trump.

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Para Ismail Haniyeh, o líder do Hamas, considerado pelos Estados Unidos um grupo terrorista, o “plano de paz” de Trump para a região está “está fadado ao fracasso”. O movimento governa a Faixa de Gaza, outro território palestino, sem ligação terrestre com a Cisjordânia.

A Autoridade Palestina foi formada em 1994, nos termos dos Acordos de Oslo. Ela governa a partir da capital “provisória”, em Ramalá, na Cisjordânia, a 15 quilômetros de Jerusalém, reivindicada pelos palestinos como sua verdadeira capital.