A Pague Menos (PGMN3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 40,2 milhões no terceiro trimestre de 2020, revertendo o prejuízo de R$ 9,2 milhões do mesmo período do ano passado.
As despesas com vendas totalizaram R$ 338,6 milhões, equivalente a 17,8% da receita bruta, redução de 1,9 ponto percentual sobre o terceiro trimestre de 2020.
Conforme a empresa, o resultado é explicado principalmente pelo aumento na venda média por loja, pelo programa de produtividade (com melhora do NPS) e pela redução de despesas com aluguéis através de renegociações de contratos.
As despesas administrativas e gerais totalizaram R$ 55,4 milhões no trimestres, equivalente a 2,9% da receita bruta, aumento de 0,6 p.p.
De acordo com a Pague Menos, o incremento de despesas administrativas é reflexo da implementação do novo Plano de ações restritas para o management da companhia, com objetivos de retenção e alinhamento de metas, e pela
contratação de consultorias estratégicas no período.
Ebitda sobe mais de 22%
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) somou R$ 149,5 milhões, um crescimento de 22,1% sobre o resultado do terceiro trimestre de 2019.
A margem Ebitda atingiu 7,9%, uma expansão de 0,9 ponto percentual.
Conforme a Pague Menos, o crescimento é reflexo de uma série de alavancas de rentabilidade que foram mapeadas e vêm sendo executadas.
Além disso, a companhia informou que continua observando grandes oportunidades nas áreas de vendor management, pricing, supply chain e produtividade de lojas, entre outros.
O lucro bruto foi de R$ 543,5 milhões, acréscimo de 7,4% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.
A margem bruta foi de 28,6%, 0,4 p.p. menor que no mesmo período do ano anterior.
De acordo com a Pague Menos, a redução na margem bruta ocorreu principalmente em função do aumento no índice de perdas com estoques em decorrência do amplo processo de ativação de novos itens em seu portfólio.
Endividamento
A Pague Menos otimizou sua estrutura de capital com os recursos provenientes do IPO, sendo R$ 715 milhões
capitalizados no dia 2 de setembro e R$ 108 milhões capitalizados no quarto trimestre deste ano, no dia 2 de outubro.
A proporção de 20% destes recursos será utilizada para a liquidação antecipada de contratos de empréstimos, conforme previsto no prospecto da oferta de ações.
No trimestre, a agência de risco Fitch Ratings elevou o rating corporativo da companhia, de BBB+ para A, com perspectiva positiva.
A Pague Menos encerrou o terceiro trimestre com dívida líquida de R$ 283,2 milhões.
O indicador de dívida líquida / Ebitda ajustado foi de 0,9 vez, uma redução de 2,6 vez em relação ao mesmo período de 2019.
Confira os destaques do balanço da Pague Menos (PPGMN3):
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