O investidor Flávio Calp Gondim, mais conhecido como “Monstro do Leblon“, tornou-se réu em um processo na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na segunda-feira (28). As informações são do jornal O Globo.
O “Monstro do Leblon” e sua gestora Ponta Sul são acusados de “criar condições artificiais de oferta, demanda e preço” em operações com contratos futuros de câmbio, segundo o veículo. As infrações teriam ocorrido em 2019, envolvendo contratos de DOLN19 e DOLU19.
O investidor teria interferido no mercado para dar a falsa percepção de um nível de oferta ou demanda de um determinado ativo, o que provoca uma influência no preço em seu próprio favor.
Gondim será julgado, agora, por diretores da CVM.
“Monstro do Leblon”: quem é Flávio Calp Gondim
Antes da Faria Lima, em São Paulo, se tornar o polo do mercado financeiro, o bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, chamava a atenção por movimentar bilhões de reais em suas carteiras com apenas 29 gestoras. Dentre elas, uma localizada na Rua Ataulfo de Paiva, a Ponta Sul Investimentos conta com apenas um cotista – Flávio Calp Gondim, também conhecido como “Monstro do Leblon” -, com peso suficiente para colocá-la entre as principais do Brasil.
Conhecido por sua discrição, há poucas informações disponíveis sobre a origem ou até mesmo a aparência de Gondim. Apesar disso, ele é um dos principais investidores do Brasil, com atuação de destaque na participação acionária do Banco Inter (INTR; INBR32), Ambipar (AMBP3) e Notredame Intermédica (GNDI3).
No entanto, os últimos anos foram de dificuldades para a Ponta Sul Investimentos. Operando alavancado em ao menos cinco vezes, o Monstro do Leblon possuía uma confortável posição de R$ 5 bilhões em janeiro de 2020. Com o início da pandemia de Covid-19 em março, o fundo derreteu de R$ 5,6 bilhões para R$ 1 bilhão, uma queda de patrimônio de 55,3%.
Essa diminuição chamou a atenção da mídia. Em menos de três meses, um fundo de investimento de destaque nos últimos anos perdeu cerca de R$ 4,6 bilhões.






