O frigorífico Minerva (BEEF3) informou, nesta sexta-feira (24), em fato relevante, que o Conselho de Administração da companhia aprovou o preço de R$ 13 para sua oferta pública de ações primárias e secundárias. Dessa forma, o aumento de capital somará R$ 1,040 bilhão.
“Os recursos líquidos da oferta primária serão destinados para os fins de melhoria da estrutura do capital, por meio do pagamento de determinadas dívidas”, destacou a empresa. Já os recursos da oferta secundária serão integralmente destinados ao acionista vendedor, a VDQ Holdings S.A.
A oferta consistiu na distribuição pública primária de 80 milhões de novas ações ordinárias e na secundária de 15 milhões. Segundo a empresa, em razão da oferta, o capital social passou de R$ 288.492.903,39, dividido em 403.686.540 ações ordinárias, para R$ 1.328.492.903,39, dividido em 483.686.540 ações ordinárias.
O início da negociação das novas ações será no dia 27 de janeiro.
Ações
A ação do frigorífico Minerva (BEEF3) despencava mais de 7% na B3 na tarde desta sexta-feira.
Mesmo assim, a equipe de análise da Wisir Research mantém uma avaliação positiva sobre os papéis da companhia. Não apenas porque a Minerva é a maior exportadora de carne do Brasil, mas principalmente porque a demanda chinesa por carne bovina e suína deverá crescer durante 2020.
“A peste suína africana dizimou as criações de porcos na China. Em 2019, faltaram 3 milhões de toneladas de carne suína. A projeção é que em 2020 faltarão 11 milhões de toneladas. A previsão é que a recomposição da matriz suína chinesa acontecerá apenas durante 2021”, projeta a Wisir Research.
Tá, e aí?
O movimento de venda das ações do frigorífico coincide ainda com a informação de que o Uruguai aceitou realizar descontos de 30% nas vendas de carne bovina para a China e que logo os chineses tentarão esta tática com o Brasil e a Argentina.
“O mercado se antecipou, essa informação gerou impacto na expectativa de lucro futuro”, explica a Wisir.
Mesmo com as táticas mais difíceis de negociação dos chineses, a análise é que as ações dos frigoríficos continuarão a subir durante 2020. “Falta e vai faltar carne para consumir na China em 2020, por isso eles continuarão a comprar”, avalia a Wisir.
Na mesma linha, a casa de análise Eleven Financial projeta, com base em dados da consultoria MB Agro, previsão de que a exportação não só de carne suína, mas também bovina, tem espaço de crescimento para a China.
A MB Agro aponta que a peste suína africana chegou aos países da Europa Oriental, que também produzem e exportam carne de porco. Sobra à China importar do Brasil e dos Estados Unidos.






