Café
Home
Notícias
Militares americanos foram feridos em ataque do Irã

Militares americanos foram feridos em ataque do Irã

Contrariando a negativa de Donald Trump, a Marinha dos Estados Unidos confirmou que, pelo menos, 11 militares americanos foram feriradosos no Iraque.

Ao menos 11 militares americanos se feriram após o ataque iraniano a uma base, no Iraque. Apesar de o presidente Donald Trump ter negado a existência de vítimas, a Marinha dos Estados Unidos confirmou os traumas, na quinta-feira (16).

De acordo com o porta-voz do Comando Central da Marinha, Bill Urban, não houve mortes entre os militares americanos. Porém, com investida do Irã contra a base aérea de Al-Assad, em 8 de janeiro, vários soldados apresentaram comoção cerebral. Ainda segundo o representante, as explosões são a causa dos sintomas e todos os socorridos seguem em avaliação.

Por medida de precaução, algumas transferências da base aérea de Al-Assad foram realizadas. Especificamente, os 11 militares foram levados para exames médicos em outras localidades. Oito deles foram encaminhados à Alemanha, ao Centro Médico Regional Landstuhl. Enquanto os outros três foram para a base militar no Kuwuait, no Campo de Arifjan. Assim que forem avaliados e considerados capazes para o serviço, a expectativa do exército é de que os militares retornem ao Iraque. Quando foram surpreendidos, grande parte dos 1.500 soldados americanos estava em abrigos antiaéreos.

Ao assumir a autoria do ataque, a República Islâmica esclareceu que se tratava de vingança e era apenas o início. Outra base foi atingida, além de Al-Assad, no oeste do Iraque. O segundo alvo alvejado por mísseis iranianos foi Arbil – base onde ficam tropas americanas e contingentes estrangeiros liderados por Washington. Inclusive, os remanescentes do grupo jihadista Estado Islâmico são combatidos pela coalização instalada nessa base.

Militares em alerta

Vale lembrar que o ataque do Irã foi motivado, como revide, ao assassinato do general Qasem Soleimani. O militar era uma figura heroica para os iranianos e foi morto em um ataque ordenado pelos Estados Unidos.

Publicidade
Publicidade

Na ocasião, em declaração nacional, Trump afirmou que preferia pressionar o Irã instituindo mais sanções contra o país. Ao invés de responder à ofensiva por meio de força militar. Desta forma, as sanções foram de fato dirigidas contra oito relevantes posições iranianas. Bem como a indústria de cobre, aço e ferro. Até mesmo contra o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Shamkhani.

Porém, essa não é a primeira crise enfrentada por Teerã e Washington. Ambos já não mantêm relações diplomáticas desde 1979. Após Trump ter ordenado saída dos EUA do acordo nuclear de 2015, em 2018, ambos vêm enfrentando diversas crises. Atualmente o clima de tensão no país é preocupante. E foi agravado depois da morte de 176 passageiros de uma aeronave ucraniana, derrubada pela República Islâmica.