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Mercados operam em terreno positivo com exceção da Ásia

Mercados operam em terreno positivo com exceção da Ásia

Os Futuros de Nova York operam em terreno positivo na manhã desta terça-feira (8), bem como os mercados europeus. Em queda, somente os mercados asiáticos.

Os Futuros de Nova York operam em terreno positivo na manhã desta terça-feira (8), bem como os mercados europeus. Em queda, somente os mercados asiáticos, influenciados por fatores locais como avanço do coronavírus na China.

No Ocidente, a leve alta desta manhã mostra a resiliência das empresas norte-americanas, bem como europeias que mesmo em face de estourar uma guerra maior do que a que se vê agora, continuam em atividade e reportando bons números.

Isso não significa, porém, que fatos novos ao longo do dia referentes ao conflito no Leste-Europeu não possam azedar o mundo dos investimentos. Por enquanto, os olhares estão voltados para o 1,7 milhão de pessoas que se tornaram refugiadas.

Para piorar, o Kremlin abriu um corredor humanitário que dá acesso a países pró-Rússia, quando a preferência da população que foge do conflito está em acessar a Polônia e, por sua vez, o Ocidente.

Apesar de todo esse ambiente altamente inflamável, às 7h55 em Nova York o Dow Jones subia 0,20%, o S&P500 subia 0,33%, e a Nasdaq subia 0,20%.

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Na Europa, o DAX, da Alemanha, subia 1,28%, o FTSE 100, de Londres, subia 0,31%, e o CAC 40, da França, subia 1,59%. Já o FTSE MIB, da Itália, subia 3,20%, e o Stoxx600 subia 0,93%.

Na Ásia, o Nikkei, do Japão, caía 1,71%, o Shanghai, de Xangai, caía 2,35%, e o HSI, de Hong Kong, caía 1,39%. Já o ASX 200, da Austrália, caía 0,83%, e o Kospi, da Coréia do Sul, caía 1,09%.

Do lado das commodities, o petróleo tipo Brent subia 2,23%, cotado a US$ 122,07, e o tipo WTI subia 2,55%, cotado a US$ 122,45. O ouro subia 0,94%, cotado a US$ 2.014,80, e o minério subia 0,36%, cotado a US$ 133,71.

ibovespa

O que tá rolando?

Os futuros de ações subiram ligeiramente no início da manhã de hoje, após o pior dia do S&P 500 desde outubro, com os investidores permanecendo preocupados com a alta dos preços do petróleo e a desaceleração do crescimento econômico. A informação é da CNBC.

Neste cenário de commodity em alta, o movimento das ações ocorreu após uma forte liquidação em Wall Street, onde o S&P 500 caiu quase 3% em sua maior queda de um dia em mais de um ano.

Já o blue-chip Dow caiu quase 800 pontos para sua quinta sessão negativa em seis, enquanto o Nasdaq Composite, pesado em tecnologia, caiu 3,6%, caindo em território de baixa, 20% abaixo de seu recorde de novembro.

Vale lembrar que os preços do petróleo dispararam no início da semana, com o petróleo dos EUA atingindo uma alta de 13 anos de US$ 130. Os futuros do WTI finalmente fecharam a sessão de segunda-feira em alta de 3,2% a US$ 119,40, o maior ajuste desde setembro de 2008.

Europa

Na Europa, as ações fecharam em forte queda novamente ontem, depois que o índice de referência continental caiu 7% na semana passada, registrando sua pior semana desde março de 2020.

No velho continente, uma “guerra” de energia se aproxima, desde que a Rússia ameaçou cortar o gás à Europa e avisa para explosão dos preços, como movimento de retaliação aos EUA, que pretendem boicotar os combustíveis russos. A Europa, por sua vez, analisa formas de reduzir a dependência do gás russo.

Caso esse cenário se concretize, a projeção é de que a guerra possa aumentar em 30% a fatura energética na Europa em 2022. O aumento vai afetar, sobretudo, famílias com baixos rendimentos no Reino Unido e Alemanha.

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Ásia

Na Ásia, as empresas americanas na China não esperam mais que as relações entre os dois países melhorem com o governo Biden.

Acontece que após a eleição do presidente Joe Biden, no final de 2020, houve um aumento no otimismo entre as empresas, com 45% dos entrevistados esperando melhores relações EUA-China, segundo a Câmara de Comércio Americana na pesquisa anual de membros da China.

Porém, esse nível de otimismo caiu para 27% dos entrevistados na última pesquisa – realizada no outono de 2021 – o mesmo de quando Donald Trump era presidente e promulgou políticas mais duras para a China. A crescente tensão EUA-China está entre os cinco principais desafios para fazer negócios na China desde 2019.

Brasil

No Brasil, a disparada nos preços do petróleo na esteira do conflito entre Rússia e Ucrânia levou o governo federal a discutir internamente e com o Congresso Nacional a possibilidade de segurar temporariamente os reajustes de preços da Petrobras. A informação é da Folha de S.Paulo.

Após um lucro recorde de R$ 106,6 bilhões registrado pela companhia em 2021, a avaliação no governo é de que é possível haver uma “colaboração dos acionistas” para minimizar os efeitos da cotação do petróleo sobre o preço nas bombas.

Já o Estadão destaca que o preço do trigo na Bolsa de Chicago (EUA) bateu ontem o recorde histórico de US$ 12,94 por bushel, pressionado pela guerra entre Rússia e Ucrânia, dois grandes produtores do grão.

A marca supera a cotação atingida em março de 2008, de US$ 12,83, no boom das commodities. Desde o início do confronto, o trigo já subiu 46,25% em Chicago. No interior do Rio Grande do Sul, a tonelada do grão atingiu R$ 1.960, preço recorde e com alta de 26% em uma semana, aponta a consultoria Safras & Mercado.

A disparada da cotação do trigo começa a ser sentida pelos supermercados nas negociações com os fornecedores. A Associação Paulista de Supermercados (Apas) recebeu relatos de supermercadistas apontando que os preços da farinha já teriam aumentado 15% na última semana e que haveria indicações de novos reajustes dessa magnitude. No caso do óleo de soja, outro produto que é influenciado pelo trigo, o preço da indústria teria sido remarcado em cerca de 20% em uma semana.

Ibovespa: empresas

O Ibovespa encerrou a sessão do dia 7 em queda de 2,52% aos 111.593,46 pontos, e o dólar à vista em alta de 0,03%, cotado em R$ 5,0797.

  • Confira as 3 maiores altas do dia 7:

?#BRAP4 +3,60%  (R$ 35,67)

?#VALE3  +3,04%  (R$ 105,07)

?#RAIL3  +1,97%  (R$ 15,55)

  • Confira as 3 maiores baixas do dia 7:

?#AZUL4   -18,00%  (R$ 17,90)

?#GOLL4  -17,36%  (R$ 12,28)

?#CVCB3   -10,49%  (R$ 9,90)

Mercados de Nova York

  • Dow Jones: +0,20%
  • S&P: +0,33%
  • Nasdaq: +0,20%

Mercados Europa

  • DAX, Alemanha: +1,28%
  • FTSE, Reino Unido: +0,31%
  • CAC, França: +1,59%
  • FTSE MIB, Itália: +3,20%
  • Stoxx 600: +0,93%

Mercados Ásia

  • Nikkei, Japão: -1,71%
  • Xangai, China: -2,35%
  • HSI, Hong Kong: -1,39%
  • ASX 200, Austrália: -0,83%
  • Kospi, Coreia: -1,09%

Petróleo

  • Brent (dezembro 2021): US$ 122,07 (+2,23%)
  • WTI (novembro 2021): US$ 122,45 (+2,55%)

Ouro

  • Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 2.014,80 (+0,94%)

Minério de ferro

  • Bolsa de Dalian: US$ 133,71 (+0,36%)