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André Esteves, do BTG Pactual, conta o aprendeu sobre carreira no mercado financeiro

André Esteves, do BTG Pactual, conta o aprendeu sobre carreira no mercado financeiro

Na Conferência de Carreiras, da Na Prática, chairman do BTG Pactual defende que crescer no setor exige visão de longo prazo, esforço, humildade intelectual e capacidade de se relacionar

Para André Esteves, chairman do BTG Pactual (BPAC11), trabalhar no mercado financeiro não é apenas uma questão de dominar números, planilhas e conceitos de finanças.

Na abertura da Conferência de Carreiras, promovida pela Na Prática, empresa de educação do próprio BTG, o executivo usou a própria trajetória para defender que uma carreira sólida no setor depende de um repertório diversificado, capacidade de relacionamento, disposição para correr risco e visão de longo prazo.

Durante o seu discurso, o chairman do BTG trouxe lições valiosas para os estudantes que ouviram a palestra, resgatando passagens da sua formação acadêmica e profissional, relembrou os erros da sua carreira e as lições aprendidas com eles e como é a ambição dos profissionais do mercado financeiro. 

Além disso, Esteves destacou que o sucesso profissional nunca está garantido, mesmo para ele, que é um dos líderes do maior banco de investimentos do Brasil, e precisa ser construído todos os dias. 

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Entrar no mercado financeiro é muito mais do que técnica

Parte da fala de Esteves foi dedicada a desmontar a ideia de que o mercado financeiro recompensa apenas o conhecimento acadêmico ou o domínio técnico. 

Segundo ele, acumular repertório fora da sala de aula, desenvolver habilidades sociais e entender o outro também pesam na trajetória de quem quer crescer em ambientes competitivos.

“Para aqueles muito da tecnologia, evitar essa postura nerd… nós somos seres humanos, nós somos animais sociais, e o sucesso profissional está sempre muito ligado também à sua capacidade de se relacionar”, afirmou Esteves.

O executivo reforçou que a carreira não deve ser pensada apenas pelo ganho imediato, somente em salários mais elevados. Ao relembrar escolhas que fez ao longo da vida profissional, Esteves defendeu uma construção mais longeva, apoiada em ambiente de aprendizado, entrega e possibilidade de empreender dentro da própria empresa.

“Eu vi muita gente, colega, fazer uma decisão completamente equivocada para ganhar 30% ou 40% no curto prazo… eu sempre achei que no banco era o lugar onde eu podia construir algo muito mais longevo”, disse Esteves.

Na mesma linha, o chairman do BTG argumentou que espírito empreendedor não se resume a abrir a própria startup. Na visão dele, também é possível construir algo relevante dentro de grandes instituições, desde que o profissional tenha iniciativa, senso de dono e disposição para fazer mais do que a tarefa básica. 

Ao associar esforço e resultado, ele resumiu essa lógica em uma espécie de equação pessoal, em que sorte e horas trabalhadas caminham lado a lado.

“Sejam sem dúvida que o nosso sucesso está intimamente ligado ao nosso esforço… A correlação da sorte com horas trabalhadas é enorme, é perto de um”, afirmou Esteves.

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Pensar longo prazo e aprender com os erros

A palestra do Esteves não ficou focada apenas em conselhos gerais, ele comentou alguns episódios da sua trajetória no BTG Pactual. 

Ao abordar o maior erro da própria carreira, Esteves citou a venda do Pactual ao UBS, operação que classificou como bem-sucedida do ponto de vista financeiro, mas frustrante na prática. O fato apareceu, no discurso, como exemplo de que errar faz parte da trajetória de quem de fato assume risco e toma decisões.

“Foi o erro… ter vendido. O maior erro da minha carreira foi esse. A operação em si foi espetacular… mas no fundo a frustração vem de que essa ideia era bonita na teoria, mas infuncionável na prática”, afirmou Esteves.

Ao tratar do tema, o banqueiro tentou afastar a noção de que uma carreira bem-sucedida é linear. Para ele, a maturidade profissional também passa por reconhecer falhas, corrigir rota e não carregar frustrações como um peso permanente. 

Por isso, voltou a defender aquilo que chamou de humildade intelectual, isto é, a capacidade de aceitar uma ideia melhor, venha ela de um chefe, colega ou subordinado.

“O sucesso nunca está garantido. O sucesso é construído por cada hora trabalhada… Eu adoro uma ideia melhor que a minha, às vezes de alguém mais jovem que você, de alguém mais velho, do seu chefe ou colega”, disse Esteves.

No fim, a principal mensagem deixada na abertura da Conferência de Carreiras foi que entrar e crescer no mercado financeiro exige mais do que fluência em finanças. 

Pela leitura de André Esteves, técnica importa, mas não basta. Visão de longo prazo, capacidade de se relacionar, coragem para assumir riscos e humildade para aprender com os próprios erros também entram na conta de quem quer construir uma trajetória duradoura no setor.

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