Os mercados operam em alta na manhã desta quarta-feira (9) com o investidor monitorando a guerra no Leste Europeu, bem como a questão do gás na União Europeia (UE), visto que a Região é abastecida pela Rússia, mas pretende adquirir a commodity de outra nação.
Inclusive, este é um problema que a União Europeia deverá sanar até a chegada do inverno, que inicia em 21 de dezembro e vai até 20 de março, ou seja, por agora ele está acabando no velho continente e os dias quentes já podem ser sentidos em muitas localidades.
Para além da Europa, a perda de petróleo russo deixa um vazio que não é facilmente preenchido, sobrecarregando o mercado, segundo manchete do caderno de economia do New York Times de hoje.
Conforme o jornalão, a produção global levará tempo para aumentar, então os Estados Unidos (EUA) e outros compradores perseguirão suprimentos limitados, criando uma reviravolta nunca vista em décadas.
Em nova York, às 7h50 o Dow Jones subia 1,44%, o S&P 500 subia 1,58%, e a Nasdaq subia 1,86%.
Na Europa, o DAX, da Alemanha, subia 4,90%, o FTSE 100, de Londres, subia 2,09%, e o CAC 40, da França, subia 4,51%. Já o FTSE MIB, da Itália, subia 4,47%, e o Stoxx600 subia 3,22%.
Na Ásia, o Nikkei, do Japão, caía 0,30%, o Shanghai, de Xangai, caía 1,13%, e o HSI, de Hong Kong, caía 0,67%. Já o ASX 200, da Austrália, subia 1,04%, e o Kospi, da Coréia do Sul, fechado hoje.
Do lado das commodities, o petróleo tipo Brent caía 0,99%, cotado a US$ 126,71, e o tipo WTI caía 0,90%, cotado a US$ 122,59. Já o ouro caía 0,60%, cotado a US$ 2.031,00, e o minério caía 3,85%, cotado a US$ 128,67.
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O que tá rolando?
O investidor chega ao meio da semana cercado de volatilidade no mercado, e esta foi impulsionada pela incerteza trazida pelo cenário macroeconômico e geopolítico.
Com esse panorama, o radar do investidor foca no preço crescente das commodities como petróleo, gasolina, gás natural e metais preciosos. Isso alimentou as preocupações sobre uma desaceleração do crescimento global em meio à inflação crescente.
Outro ponto de inflexão diz respeito ao Federal Reserve (Fed), cuja expectativa de o banco central dos Estados Unidos (EUA) conter uma recessão está posto à prova.
Analista de estratégia de investimentos da Baird, Ross Mayfield diz acreditar que a força do mercado de trabalho dos EUA, do consumidor e do setor corporativo agregado deve atuar como o peso para manter o país fora da recessão no curto prazo. Ele falou à CNBC.
Já os rendimentos do Tesouro também dispararam, com a nota de referência de 10 anos somando quase 10 pontos-base para 1,85%, visto que os temores de inflação levaram os investidores a vender títulos.
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Europa
Do outro lado do Atlântico, a União Europeia (EU) anunciou ontem que reduzirá suas compras de gás russo em dois terços antes do final do ano, em resposta à invasão da Ucrânia pelo país.
Isso marca uma mudança significativa porque a UE é altamente dependente das importações de energia russas, e já obteve 45% de suas importações totais de gás da Rússia em 2021.
Vale ressaltar, ainda, que a UE tem gás suficiente armazenado – o armazenamento é pouco menos de 30% – para a temporada de inverno.
Entretanto, a UE deve reabastecer os tanques de armazenamento de gás antes da próxima temporada de inverno.
Outro ponto divulgado elenca que a UE já conversou com países além da Rússia para obter gás por gasoduto ou por gás natural líquido, incluindo Argélia, Azerbaijão, Egito, Israel, Japão, Coréia, Nigéria, Noruega, Catar, Turquia e EUA.
A Comissão Europeia disse que essas relações em desenvolvimento permitirão outros 50 bilhões de metros cúbicos a cada ano.
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Ásia
Na Ásia, dados oficiais divulgados hoje mostraram que a inflação ao produtor da China aumentou em fevereiro, com o índice de preços ao produtor subindo 8,8% ano a ano para aquele mês. Os dados de fevereiro se comparam com o aumento de 9,1% em janeiro, e ficaram próximos às expectativas de analistas em uma pesquisa da Reuters para um ganho de 8,7%.
Enquanto isso, o índice de preços ao consumidor da China para fevereiro subiu 0,9% em comparação com o ano anterior, inalterado em relação ao crescimento de janeiro e em linha com as expectativas de uma pesquisa da Reuters.
Em outras partes do Japão, o Nikkei 225 caiu 0,3% no dia, para 24.717,53, enquanto o índice Topix foi um pouco mais baixo em 1.758,89.
O S&P/ASX 200 na Austrália saltou 1,04% para fechar em 7.053. No sudeste da Ásia, o índice Straits Times de Cingapura ganhou 1,55%, às 16h21, horário local.
O índice mais amplo da MSCI de ações da Ásia-Pacífico fora do Japão ganhou 0,49%.
Na Coréia do Sul, o índice Kospi está fechado hoje.
Brasil
No Brasil, cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI) divulgados ontem apontam que a redução de 25% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) pode custar até R$ 19,1 bilhões anualmente, nos termos do decreto do presidente Jair Bolsonaro publicado no fim de fevereiro. Somente em 2022, os impactos da medida serão de R$ 16,2 bilhões de março a dezembro, nos cálculos da entidade. A informação é do Estadão.
Na nota técnica, assinada por Vilma Pinto, Felipe Salto e Daniel Couri, a IFI, que é vinculada ao Senado, estima que 90% da arrecadação do IPI em 2021 foi contemplada com redução de 25% na alíquota. Para a maior parte dos produtos, a redução foi de 25%.
Já O Globo informa que em reunião ontem no Palácio do Planalto, ministros do governo Jair Bolsonaro avançaram nas negociações para criar um subsídio federal com o objetivo de segurar o preço dos combustíveis, diante da disparada do valor do barril de petróleo no mercado internacional.
Números que circularam nesta semana no Palácio do Planalto apontam para um subsídio de três meses, que poderia custar cerca de R$ 25 bilhões, recursos necessários para manter o preço dos combustíveis no atual patamar.
Ibovespa: empresas
O Ibovespa encerrou a sessão do dia 8 em queda de 2,52% aos 111.593,46 pontos, e o dólar à vista em alta de 0,03%, cotado em R$ 5,0797.
- Confira as 3 maiores altas do dia 8:
?#BRAP4 +3,60% (R$ 35,67)
?#VALE3 +3,04% (R$ 105,07)
?#RAIL3 +1,97% (R$ 15,55)
- Confira as 3 maiores baixas do dia 8:
?#AZUL4 -18,00% (R$ 17,90)
?#GOLL4 -17,36% (R$ 12,28)
?#CVCB3 -10,49% (R$ 9,90)
Mercados de Nova York
- Dow Jones: +1,44%
- S&P: +1,58%
- Nasdaq: +1,86%
Mercados Europa
- DAX, Alemanha: +4,90%
- FTSE, Reino Unido: +2,09%
- CAC, França: +4,51%
- FTSE MIB, Itália: +4,47%
- Stoxx 600: +3,22%
Mercados Ásia
- Nikkei, Japão: -0,30%
- Xangai, China: -1,13%
- HSI, Hong Kong: -0,67%
- ASX 200, Austrália: +1,04%
- Kospi, Coreia: -1,09%
Petróleo
- Brent (dezembro 2021): US$ 126,71 (-0,99%)
- WTI (novembro 2021): US$ 122,59 (-0,90%)
Ouro
- Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 2.0,31,00 (-0,60%)
Minério de ferro
- Bolsa de Dalian: US$ 128,67 (-3,85%)






