O Ibovespa futuro abriu em queda de 0,29%, aos 100.162 pontos nesta sexta-feira (14). Ontem, a bolsa retornou aos 100 pontos, registrando queda de 1,62%.
A prévia do PIB do segundo trimestre, medida pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), veio com alta de 4,89% em junho. Em maio, a alta foi de 1,31%. A projeção do mercado era por 4,70%.
O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 2,53% em agosto, acima da mediana das projeções, que era de 2,11%. Em julho, o índice havia subido 1,91%. A alta é explicada pelo avanço no preço das commodities, especialmente o minério de ferro.
Na seara política, repercute a pesquisa Datafolha que apontou crescimento na aprovação ao presidente Jair Bolsonaro, a mais alta desde o início do mandato: sua taxa de avaliação boa a ótima foi de 32% para 37%; a de ruim e péssimo caiu de 44% para 34%. A alta é reflexo direto da distribuição do auxílio emergencial durante a pandemia. E deve aumentar o temor do mercado quanto ao estouro do teto de gastos em 2021 e até a candidatura à reeleição, em 2022.
Paralelamente, o personagem Fabrício Queiroz – do esquema das “rachadinhas”, do qual é acusado o filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro – volta ao noticiário. O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Félix Fischer revogou a prisão domiciliar de Queiroz e da esposa e eles devem ir para a cadeia.
Exterior
Os mercados dos Estados Unidos e da Europa estão em queda. Na Ásia, as bolsas fecharam mistas.
Nos EUA, seguem as indefinições sobre o auxílio financeiro à população durante a pandemia.
O presidente Donald Trump anunciou ontem que não vai permitir que os democratas incluam no pacote o financiamento do serviço postal dos EUA e a infraestrutura eleitoral da eleição. Dificultando o voto por correio, ele tem mais chances contra Joe Biden, que está na frente nas pesquisas na eleição presidencial de novembro.
PIB Europa
Na Europa, a segunda leitura prévia do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro confirmou a queda de 12,1% no segundo trimestre. Na União Europeia, a segunda prévia veio pouco melhor do que a primeira, de 31 de julho: de queda de 11.9% para queda de 11,7%.
Comparativamente, no primeiro trimestre de 2020, quando a crise do coronavírus foi parcialmente captada pelos números (a pandemia teve início em março), o PIB diminuiu 3,6% na zona do euro e 3,2% na União Europeia. Na comparação anual, o tombo no segundo tri é de 15%.
Para piorar, aumentam as tensões quanto a uma possível segunda onda no continente. O Reino Unido impôs um novo período de quarentena de 14 dias a todos os viajantes que cheguem da França, da Holanda, de Malta e de Mônaco. A lista já incluía Espanha, Portugal e Bélgica, entre os pares europeus. Brasil e Estados Unidos seguem na “lista negra”.
Confira as cotações à 8h50:
Bolsa Nova York
- S&P: -0,15%
- Nasdaq: +0,31%
- Dow Jones: -0,38%
Bolsa Europa
- DAX, Alemanha: -1,04%
- FTSE, Reino Unido: -1,62%
- CAC, França: -1,72%
- FTSE MIB, Itália: -1,42%
- Stoxx 600: -1,24%
Bolsa Ásia
- Nikkei, Japão: +0,17%
- Xangai, China: +1,19%
- HSI, Hong Kong: -0,19%
- ASX 200, Austrália: +0,58%
- Kospi, Coreia: -1,23%
Petróleo
- WTI (setembro 2020): US$ 41,95 (-0,69%)
- Brent (setembro 2020): US$ 44,66 (-0,67%)
Minério de ferro
- Bolsa de Dalian, China: US$ 120,67 (+1,82%)






