O presidente da Câmara Rodrigo Maia disse, nesta quarta (29), que o cronograma das privatizações deverá ficar para depois das eleições municipais.
Maia participou de um evento do banco Credit Suisse, em São Paulo, e conversou com o presidente do banco, José Olympio.
O presidente da Câmara falou sobre como a agenda do Congresso pode adiar as privatizações, que estão na pauta do governo federal. Disse que a privatização da Eletrobras (ELET6), por exemplo, tem dois problemas: o Senado e as eleições.
“A privatização da Eletrobras sofrerá influência dos parlamentares, que só vão votar a pauta depois das eleições municipais”, afirmou o presidente da Câmara.
Votação no final do ano
“A votação deve acabar saindo no final deste ano. Mas vamos discutir esse tema até lá “, projetou Maia.
Maia revelou que vê o mesmo impedimento na Câmara dos Deputados: “OS deputados também vão querer discutir privatizações apenas após as eleições municipais.
O presidente da Câmara também criticou o governo, que, segundo ele, não se envolveu com dedicação às privatizações. “A Caixa Econômica Federal vai acabar virando o maior banco do país.”
Reforma tributária
Maia comentou também a agenda de reformas para 2020: “Acho que até abril temos reforma tributária resolvida na Câmara”, cravou. Ele espera “que o poder Judiciário participe dessa discussão, para que não fique nenhuma pendência para depois. O Supremo Tribunal Federal deveria fazer parte desse debate. ”
O presidente da Câmara acredita ainda que a reforma administrativa também será aprovada neste semestre: “O governo prometeu enviar na primeira semana da volta do recesso parlamentar. Se atrasar, será culpa do Executivo, não da Câmara.”






