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Lendas de outubro: a “segunda negra” e outros crashes

Lendas de outubro: a “segunda negra” e outros crashes

Tradicionalmente, outubro é considerado ruim para as bolsas. Mas você sabe por que existe esta “lenda”? Ela vem dos “crashes” históricos foram registrados neste mês. Relembre com a gente os pregões históricos.

Pregões históricos: crash de 1929

O primeiro grande baque aconteceu em outubro de 1929. O crash de 1929 começou em uma quinta-feira do dia 24 de outubro e por esse motivo foi apelidado de “quinta-feira negra”.

Na data, o Dow Jones abriu o pregão em 305,85 pontos. Imediatamente, caiu 11%. O que já sinalizava uma forte correção do mercado de ações. No dia, as negociações foram o triplo do volume normal.

Dois pregões depois, na segunda-feira, 28 de outubro, ou “segunda-feira negra” o DJI caiu 13,47%, para 260,64.

No dia seguinte, 29 de outubro, o índice aprofundou ainda mais a queda. Despencou  mais 11,7%, para 230,07 pontos.

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Investidores em pânico venderam 16.410.030 de papéis. Ações de bancos e outras empresas ficaram completamente desvalorizadas.

Diante desse cenário de completo caos, milhares de acionistas perderam, literalmente da noite para o dia, grandes somas em dinheiro. Muitos perderam tudo o que tinham.

crise de 1929

Segunda-feira negra de 1987

A segunda-feira negra ocorreu em 19 de outubro de 1987 e foi marcada pelo tombo de 22.61% no índice Dow Jones.

Quatro dias antes, o Irã havia começado a atacar navios-petroleiros dos EUA no Kuwait, de modo que no dia 19 de outubro mais petroleiros americanos foram atingidos, levando a uma queda generalizada das Bolsas ao redor do mundo.

Ao final de outubro, os mercados de Hong Kong, Austrália, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá haviam caído 45,5%, 41,8%, 31%, 26,45%, 22,68% e 22,5% respectivamente.

Pregões históricos: crise asiática

Em 1997 a crise asiática marcou um período de forte recessão econômica que atingiu boa parte dos países da Ásia, sobretudo os chamados tigres asiáticos,  conjunto de países emergentes do Sudeste Asiático.

Entre outubro e novembro de 1997, em meio a uma forte crise econômica, Indonésia e Coreia do Sul requisitaram apoio financeiro junto ao FMI.

Enquanto a Indonésia registrava uma desvalorização de 30% na sua moeda, a Coreia do Sul solicitava empréstimo de US$ 57 bilhões, o maior já concedido pelo FMI até então. Já Tailândia e Malásia viram o Produto Interno Bruto cair mais de 10% no ano.

A crise que iniciou na Ásia, rapidamente ganhou escala global, afetando então economias de vários continentes.

Em 27 de outubro, a Bolsa de Valores de Hong Kong registrou queda recorde ao cair 1.211 pontos em um só dia, recuando 5,8%.

O pânico gerou efeito dominó em várias Bolsas mundiais. Em Nova York, a Bolsa encerrou as operações uma hora antes do normal, com o índice Dow Jones desvalorizando 7,18%, a maior queda desde o crash de 1987.

Em São Paulo o recuo foi de 14,97%, a quarta maior baixa na história da Bolsa brasileira e o pior desempenho entre todas no mundo.

Pregões históricos: crise do subprime

E não esqueçamos o colapso do subprime, que foi o aumento acentuado das hipotecas de alto risco que entraram em inadimplência a partir de 2007, contribuindo para a recessão mais severa em décadas.

O boom imobiliário de meados dos anos 2000 — combinado com taxas de juros baixas na época — levou muitos credores a oferecer empréstimos imobiliários a pessoas com crédito ruim.

subprime

Quando a bolha imobiliária estourou, muitos mutuários não puderam fazer pagamentos de suas hipotecas. E isto desencadeou uma quebra generalizada de instituições financeiras. Em 15 de setembro de 2008 o Lehman Brothers declarou falência.

No dia em que um dos mais tradicionais bancos americanos quebrou, o S&P 500 caiu 4,71%, o Dow Jones desabou 4,42% e o Nasdaq Composite recuou 3,60%.  Ao mesmo tempo, as ações do Lehman Brothers caíram 94,25% no pregão da bolsa de Nova York. No Brasil, a bolsa derreteu 7,59%.

Dias após a esse cenário, autoridades norte-americanas alertaram para um real colapso dos mercados de crédito.

Em um cenário de sistema financeiro mundial deprimido, a Bolsa brasileira também refletiu os impactos da crise em um período marcado por quatro circuit breakers no decorrer de outubro.

  • 1º Circuit Breaker: em 6 de outubro, a Bolsa fechou negativa em 5,43%, após despencar 15,50%;
  • 2º Circuit Breaker: em 10 de outubro, o pregão foi encerrado com queda de 3,37% no índice Ibovespa, após despencar 10,36%;
  • 3º Circuit Breaker: em 15 de outubro, a bolsa encerrou o dia em queda de 11,39%, após derreter 14,81%;
  • 4º Circuit Breaker: em 22 de outubro, o índice Ibovespa encerrou o dia em queda de 10,18%, após afundar 10,28%.

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