Depois de recorrer ao Capítulo 11 de Nova York, a Latam, agora, espera o reconhecimento do Chile, seu país de origem, para ampliar a proteção contra os credores.
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De acordo com matéria do Estadão/Broadcast, o pedido de reconhecimento de um procedimento estrangeiro como “principal” é um caminho para que haja a cooperação da justiça chilena com a norte-americana.
Caso consiga estender ao Chile os efeitos da recuperação judicial, as dívidas financeiras e contratos de leasing da Latam Brasil podem estar protegidos, uma vez que estão vinculados à Latam Chile.
Por meio do Chapter 11 (Capítulo 11), a Latam tem espaço para renegociar compromissos com esse grupo de credores, algo impossível no Brasil.
As dívidas
A Latam aponta dívidas no montante de US$ 18 bilhões a mais de 100 mil credores e, por isso, entrou com o pedido junto à Justiça dos Estados Unidos.
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Brasil, Argentina e Paraguai ficaram de fora do processo, de acordo com documento encaminhado à Securities and Exchange Comission (SEC), autoridade reguladora do mercado de capitais norte-americano.
De acordo com o Broadcast/Estadão, apesar de terem ficado de fora nesse primeiro momento, Chile e Brasil podem vir a ser inclusos no pedido de recuperação judicial da Latam em breve.
Em nota enviada ao jornal, a Latam informou que o tribunal confirmou a “suspensão automática” prevista no Capítulo 11, “que protege a companhia de reivindicações de credores ou outras partes interessadas em relação a passivos relativos ao período anterior ao pedido, permitindo que a empresa continue operando com seus principais ativos, fornecedores, públicos financeiros, órgãos regulatórios e funcionários durante o processo de reorganização”.
O pedido
Pelo twitter, a companhia afirmou que continuará operando normalmente durante o processo. Para isso, deve receber um empréstimo de até US$ 900 milhões dos controladores, a chilena Cueto, que tem 21,5% de participação, a brasileira Amaro, dona de 2%, e a Qatar Airways, 10%, de acordo com o Estadão.
“Implementamos uma série de medidas difíceis para mitigar o impacto dessa interrupção sem precedentes do setor, mas, no final das contas, esse caminho representa a melhor opção”, afirmou o CEO Roberto Alvo.
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