A pressão global leva empresas a rever estratégias e parcerias, e o governo brasileiro vetará fim da cobrança por bagagem. Estas são algumas das manchetes que permeiam o noticiário desta segunda-feira (2).
De acordo com o Valor Econômico, em relação à pressão global, o aumento de estoques, regionalização das cadeias de valor, a ampliação de acordos comerciais e produção verticalizada são alguns exemplos de alternativas adotadas.
Em se tratando da cobrança por bagagem, o periódico elenca que em sua primeira entrevista após assumir o cargo, ministro Marcelo Sampaio classificou como “água no chope” a emenda que proíbe a cobrança de bagagem pelas companhias aéreas.
O Globo, por sua vez, destaca que programas para ampliar alcance do Auxílio Brasil ficam no papel. Beneficiários ainda não têm acesso a ações como voucher de creche e bônus por emprego.
Também traz que guerra na Ucrânia torna chanceler Carlos França alvo de fogo amigo. Após um ano no posto, chefe do Itamaraty sofre desgaste com interferências em sua área.
Já o Estadão informa que pacotes de bondades deixam conta de R$ 82 bilhões para sucessor. Trata-se de um dispêndio adicional que dificulta o funcionamento de órgãos públicos e programas do governo sem uma mudança na regra do teto de gastos, que limita o crescimento das despesas à taxa de inflação do ano anterior.
A Folha de S.Paulo destaca que eleições e crise externa deverão deixar dólar a R$ 5. Desafios domésticos e no exterior ampliam riscos, mas alta pode estar no limite. A cotação da moeda norte-americana subiu quase 4% em abril, depois de ter caído 15% no primeiro trimestre.
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Internacional
Conforme noticiado mais cedo pelo Euqueroinvestir.com, levantamento do Wall Street Journal mostra que o Federal Reserve (Fed, espécie de banco central dos EUA) prepara aperto de dois canos com escoamento de títulos.
Isso porque os planos das autoridades para seu portfólio de ativos de US$ 9 trilhões refletem muitas semelhanças – e algumas diferenças – de um experimento anterior à redução de participações.
Ainda de acordo com o periódico, economistas desconfiam quando a inflação diminui a carga da dívida pública. A dependência excessiva dos governos no aumento dos preços pode desencadear uma espiral ascendente nas taxas de juros.
Em relação à inflação, os americanos estão sentindo a fadiga da elevação dos preços, e algumas empresas veem um ponto de ruptura. É por isso que as fabricantes de produtos de consumo e varejistas dizem que as pessoas estão favorecendo as marcas com desconto e reduzindo algumas compras caras, como colchões, à medida que os preços aumentam seu poder de compra.
Outro ponto de inflexão que serve como pano de fundo da economia dos EUA diz respeito aos casos de Covid-19 que estão aumentando no país, com impacto limitado. O último aumento nas infecções por Covid-19 não provocou uma elevação proporcional de doenças graves, mesmo que os riscos permaneçam. As hospitalizações, embora silenciosas, estão cada vez mais altas.
O Dow e o S&P 500 estão saindo de seu pior mês desde março de 2020, quando a pandemia ocorreu. O Dow fechou abril com queda de 4,9%, enquanto o S&P caiu 8,8%.
A venda foi ainda mais extrema no Nasdaq Composite, pesado em tecnologia, que caiu 13,26% em abril, seu pior mês desde outubro de 2008. O declínio acentuado segue o baixo desempenho de grandes empresas de tecnologia, incluindo Amazon, Netflix e Meta Platforms.
Os investidores estão olhando para quarta-feira, quando o Comitê Federal de Mercado Aberto emitirá uma declaração sobre a política monetária.
Para analistas, as pressões de custo crescentes e as perspectivas incertas dos maiores nomes de tecnologia deixaram os investidores agitados.
Outro indicador econômico importante virá na sexta-feira, quando o relatório de empregos de abril for divulgado.
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