A inflação na indústria desacelerou para 0,61% em junho, ante 1,61% de maio. Os dados são do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No mês passado, o índice teve a leitura mais alta desde maio de 2019 (1,9%).
O resultado de junho registra a décima primeira leitura consecutiva com aumento no indicador.
No ano, o indicador acumula elevação de 3,94% até junho. Já nos últimos 12 meses a inflação da indústria foi de 6,38%.
O principal destaque do IPP em junho foram os derivados de petróleo e biocombustíveis, que tiveram alta de 17,07%.
“O preço nessa atividade é muito ligado ao praticado no mercado internacional de óleo bruto de petróleo”, avalia Manuel Campos Souza Neto, gerente da pesquisa.
“Com a pandemia de Covid-19, o mundo inteiro reduziu o consumo de combustíveis. Mas a produção continuou. E isto acabou gerando um excesso e provocando queda nos preços. Mesmo com a alta de 17,07% em junho, os preços no setor ainda acumulam queda de 25,37% no ano”, afirma.

Reprodução/IBGE
Inflação ao produtor: preços dos alimentos recuam
Diferentemente dos últimos meses, os alimentos, registraram variação negativa. Ficaram em -0,79%. Este grupo tem o principal peso no índice geral, respondendo por cerca de um quarto do indicador. No ano, a alta dos alimentos é de 17,38%.
Das 24 atividades pesquisadas, onze apresentaram variação positiva.
As quatro maiores variações observadas se deram entre os produtos compreendidos nas seguintes atividades industriais: refino de petróleo e produtos de álcool (17,07%), fumo (-6,08%), calçados e artigos de couro (-5,82%) e outros equipamentos de transporte (-4,25%).
Em termos de influência no resultado geral, tiveram destaque refino de petróleo e produtos de álcool (1,12 ponto percentual), metalurgia (-0,21 p.p.), alimentos (-0,20 p.p.) e indústrias extrativas (0,17 p.p.).
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