O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que ajusta os aluguéis, avançou 1,46% nos primeiros dez dias de agosto.
No mesmo período do mês passado, a variação era de 1,18%. Em julho, o indicador fechou em 2,23%.
A divulgação foi feita nesta segunda-feira (10) pela Fundação Getulio Vargas.
Os preços ao produtor e ao consumidor continuam respondendo majoritariamente pela aceleração do índice.
A inflação ao produtor segue influenciada por commodities de peso como soja (2,83%) e minério de ferro (1,73%).
Já a construção civil acelera influenciada pela alta de materiais para estrutura (1,62%) e mão de obra (1,35%), informa o coordenador da pesquisa, André Braz.
O IGP-M é composto por outros três indicadores. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) representa 60% do IGP-M. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) responde por 30%. E o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), pelos outros 10%.
IGP-M: preços ao produtor
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,85% nos primeiros dez dias do mês. Isto ante 1,56% do mesmo período do mês passado.
Os Bens Finais subiram 0,90% em agosto, após variar 0,21% em julho. Destaque para alimentos in natura, cuja taxa passou de -12,88% para -5,66%.
Os Bens Intermediários foram de 1,78% no primeiro decêndio de julho para 2,30% no primeiro decêndio de agosto. Destaque para materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 1,00% para 1,72%.
As Matérias-Primas Brutas foram de 2,67% para 2,32%. Contribuíram para o recuo soja em grão (6,29% para 2,83%), bovinos (6,37% para 2,37%) e aves (8,26% para 1,93%). Em sentido oposto, vale citar cana-de-açúcar (0,04% para 3,05%), suínos (1,64% para 21,43%) e milho em grão (-0,99% para 2,36%).
IGP-M: preços ao consumidor
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou de 0,47% no primeiro decêndio de julho para 0,32% no primeiro decêndio de agosto. Destaque para o grupo Educação, Leitura e Recreação (0,90% para -0,93%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item passagem aérea, cuja taxa passou de 15,96% para -8,50%.
Também foram computados decréscimos nas taxas de variação dos grupos Transportes (1,65% para 0,92%), Vestuário (-0,42% para -0,81%) e Comunicação (0,55% para 0,41%). Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos seguintes itens: gasolina (5,07% para 2,96%), roupas (-0,25% para -0,83%) e tarifa de telefone móvel (0,19% para -0,19%).
Em contrapartida, os grupos Alimentação (0,02% para 0,43%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,24% para 0,54%), Habitação (0,07% para 0,29%) e Despesas Diversas (0,05% para 0,19%) registraram acréscimo em suas taxas de variação.
Custo da construção
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,26% no primeiro decêndio de agosto, taxa superior a apurada no mês anterior, quando o índice foi de 0,19%.
Materiais e Equipamentos foi de 0,50% para 1,41%. Serviços, de 0,03% para 0,18%. E Mão de Obra, de 0% para 1,35%.






