No último pregão de 2020, o IFIX seguiu em viés de alta pelo 10º dia seguido, registrando a maior alta desde 09 de março de 2020.
Para esta quarta-feira (30) o índice registrou mínima de 2.855,04 pontos e máxima de 2.873,55 pontos, fechando o dia em alta de 0,53%, aos 2.870,15 pontos.
Já no acumulado de 2020, o índice fechou em queda de 10,2%.
No auge da pandemia de Covid-19, em março, o índice registrou o pior desempenho mensal, despencando 15,85%.
Por outro lado, em junho, o IFIX mostrou a melhor recuperação para o mês em 2020, avançando 5,59%.
Em dezembro o índice de FIIs também fechou o mês no positivo, com alta de 2,19%.
A movimentação financeira para o último dia de 2020 foi de R$ 190,85 milhões.
Destaques do dia
As maiores altas da carteira foram em: Vila Olímpia Corporate (VLOL11), Santander Renda de Aluguéis (SARE11), Plural Recebíveis Imobiliários (PLCR11), XP LOG (XPLG11), CSHG Real Estate (HGRE11).
Na direção contrária, as maiores quedas foram em: Via Parque Shopping (FVPQ11), Kinea Renda Imobiliária (KNRI11), BB Progressivo (BBFI11B), Hedge Brasil Shopping (HGBS11), Barigui Rendimentos (BARI11).
Veja o gráfico do dia

Fonte:B3
Veja o gráfico de 2020

Fonte: B3
FII: Maiores Altas do dia
Empresa (ticker) | Preço | Oscilação |
VLOL11 | R$ 108,00 | 4,25% |
SARE11 | R$ 96,85 | 2,55% |
PLCR11 | R$ 93,50 | 2,52% |
XPLG11 | R$ 124,00 | 2,39% |
HGRE11 | R$ 157,00 | 1,82% |
FII: Maiores Baixas do dia
Empresa (ticker) | Preço | Oscilação |
FVPQ11 | R$ 143,01 | -1,36% |
KNRI11 | R$ 162,32 | -1,27% |
BBFI11B | R$ 2.075,05 | -1,14% |
HGBS11 | R$ 216,13 | -0,85% |
BARI11 | R$ 115,41 | -0,76% |
IFIX versus ações
Criado pela Bolsa brasileira, o IFIX tem por objetivo medir a performance de uma carteira.
Trata-se de uma composição de cotas de fundos imobiliários que são listados para negociação nos ambientes administrados pela bolsa. Entretanto, esse indicador costuma variar bem menos que o próprio Ibovespa.
Nesta quarta o conjunto de FIIs seguiu na direção contrária ao principal índice da bolsa que caiu 0,33%. Já na comparação anual, enquanto o IFIX caiu 10,2%, o Ibovespa avançou 2,92%.
Veja a movimentação de FII
O BTG Pactual, administrador do FII Bluecap Renda Logística (BLCP11), informou a abertura de nova emissão de cotas.
Desse modo, a 2ª emissão será de até 2.115.259 de cotas, por meio das quais o FII pretende levantar o montante de até R$ 213,112 milhões.
O preço de aquisição por cota da 2ª emissão foi definido em R$ 100,75 cada, acrescido do custo unitário de distribuição no valor de R$ 1,84.
Já o período para exercício do direito de preferência compreende entre 07 de janeiro de 2021 (inclusive) e 20 de janeiro de 2021 (inclusive).
Segundo o comunicado,os recursos líquidos da oferta serão destinados, pelo Fundo, para a aquisição de ativos compatíveis com a política de investimentos do BLCP11.
A oferta restrita é destinada exclusivamente a investidores profissionais.
SEQR11 retifica 1ª emissão de cotas do Fundo
A Vórtx, na qualidade de administradora do Sequoia III Renda Imobiliária (SEQR11), comunicou a retificação e ratificação das condições da 1ª emissão de cotas do Fundo.
Dessa forma, o montante inicial da oferta passará a ser de até 859.270 novas cotas, todas escriturais, a serem integralizadas à vista, no valor de R$ 100,00 cada, sem considerar a taxa de distribuição primária.
O montante total da oferta é de R$ 85,927 milhões.
HLOG11 adquire ativo por R$ 44,784 milhões
O FII Hedge Logística (HLOG11) firmou contrato de aquisição da totalidade das ações da TCP Salto Industrial, proprietária do imóvel denominado condomínio logístico e industrial Salto, localizado na cidade de Salto (SP).
O valor da transação é de R$ 44,784 milhões e o cap rate da operação é estimado em 8,45%.
RBRP11 impetra mandado de segurança em face da Receita Federal
O FII RBR Properties (RBRP11) comunicou que impetrou mandado de segurança em face da Receita Federal a fim de que seja reconhecido o direito de não se sujeitar ao recolhimento de IR e IR-Fonte sobre rendimentos e ganhos líquidos auferidos na venda de cotas de outros Fundos.
Com isso o RBRP11 busca o reconhecimento do direito de compensar os valores que foram, ou vierem a ser indevidamente pagos a título desses impostos, devidamente atualizados mediante a aplicação da taxa SELIC, desde a data dos pagamentos indevidos realizados.
“Cabe ressaltar que não se trata de uma medida judicial com garantia de sucesso, podendo o Fundo obter uma decisão desfavorável”, informou o administrador do RBRP11.
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