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Ibovespa opera em queda, preocupações com cenário fiscal voltam ao radar

Ibovespa opera em queda, preocupações com cenário fiscal voltam ao radar

O Ibovespa opera em queda de 0,04%, aos 122.471 pontos, perto das 13h25, nesta terça-feira (3).

O Ibovespa passou a sessão toda em queda, com investidores novamente preocupados sobre o cenário fiscal brasileiro. De acordo com a Agência Reuters, os riscos voltaram a subir, especialmente por conta das discussões sobre a PEC dos Precatórios e notícias de que o governo quer dobrar o programa Bolsa Família.

O que mais mexe no Ibovespa

A produção industrial teve variação nula (0%) em junho, ante alta de 1,4% em maio, informou o IBGE na manhã desta terça-feira (3). O resultado veio bem pior do que a projeção do mercado de aceleração de 1,7%.

Ainda em indicadores, o IPC-Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, variou 1,02% em julho, ante 0,81% de junho.

Mas o destaque do dia fica por conta do início da reunião de dois dias do Copom para definir a Selic.

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Ontem, o boletim Focus do Banco Central trouxe alta da inflação, com a projeção subindo a 6,79% para o IPCA, ao final deste ano. Semana passada, o levantamento elevou a previsão para a taxa Selic a 7%, com o mercado precificando mais juros em meio ao cenário de alta dos preços.

Dessa forma, é unânime a projeção de nova alta da Selic, com o resultado sendo divulgado na quarta (4), após o fechamento dos mercados. A aposta predominante é a de que o Copom suba os juros a 5,25% ao ano, equivalente a 1 ponto porcentual.

Mais do que a alta de 1 ponto, o mercado aposta em sinalização de maior firmeza do Copom nas reuniões seguintes. É esperada nova alta de 1% em setembro, o que acalmaria as expectativas de inflação em 2022.

O investidor acompanha ainda:

  • Os riscos fiscais com a proposta do novo Bolsa Família, que deve ficar entre R$ 300 e R$ 400 e deve ser levado ao Congresso esta semana. Uma possibilidade aventada em Brasília é que os recursos venham do parcelamento de dívidas de precatórios (dívidas da União decorrentes de decisões judiciais definitivas).
  • Na noite de ontem (2), o Tribunal Superior Eleitoral pediu ao Supremo Tribunal Federal que o presidente Bolsonaro seja investigado no inquérito que apura a disseminação de fake news, devido aos ataques, sem provas, ao sistema eleitoral. Foram abertos inquérito administrativo e notícia-crime contra o presidente.

Exterior

Os mercados futuros de Nova York buscam reação nesta terça-feira (3), após as quedas das bolsas ontem, decorrentes da ameaça da variante delta do coronavírus à economia e de uma possível redução de estímulos em breve.

O diretor do Federal Reserve (Fed) de Saint Louis, Christopher Waller, pegou o  investidor desprevenido ao falar em retirada de estímulos já em outubro, com anúncio do tapering no mês que vem. Até aqui, o presidente do Fed, Jerome Powell, vinha falando em manter a política monetária ainda por um bom tempo, com avisos antecipados ao mercado.

Já a delta avança forte pelos EUA. A média de sete dias de casos diários chegou a 72,9 mil na última sexta-feira (30), ultrapassando marcas de antes da vacinação. No entanto, a aposta predominante é que variante cause uma modesta retração na atividade.

Ainda no radar, segue em discussão uma proposta bipartidária do plano de infraestrutura de Joe Biden, que pode ser votado ainda esta semana.

Em indicadores, o maior destaque da semana vem na sexta, com o payroll, folha de pagamentos oficial dos EUA. O mercado projeta a criação de 926 mil vagas, acima das 850 mil de junho, e queda na taxa de desemprego, de 5,9% para 5,7%.

Na temporada de balanços, hoje tem divulgação de Alibaba, Eli Lily, Amgen, BP e ConocoPhillips.

Ibovespa: ações

As ações da Vale (VALE3) são destaque na sessão deste início de tarde no Ibovespa. Por volta das 13h23, os papéis da companhia têm alta de 3,23%.

A segunda alta do dia é da Bradespar (BRAP4), que tem elevação de 3,19%. Em seguida, vem a B3 (B3SA3), com valorização de 1,79%, e a Gerdau (GGBR4), com alta de 1,76%.

Por fim, a Gerdau Metalúrgica (GOAU4) sobe 1,06%.

Dólar

O dólar tem alta de 1,03%, a R$ 5,2280, por volta das 13h20.

A moeda acelerava a alta em meio a temores fiscais, impulsionados pela notícia de que o governo quer alterar a dinâmica de pagamento para precatórios, que compensavam as expectativas de que o Banco Central seja mais agressivo ao elevar a taxa Selic nesta semana.