O Ibovespa opera em queda de 0,80%, aos 118.785 pontos, perto das 13h27, nesta terça-feira (31).
O Ibovespa começou o dia em alta, alcançando os 120 mil pontos, mas voltou a cair e aprofundou a queda, para 118 mil pontos. Isso ocorre em linha com o declínio das bolsas americanas, após o índice de confiança do consumidor dos Estados Unidos recuar a 113,8 em agosto. A previsão do índice era de 123,1. Além disso, indicadores de atividade da China, que vieram mais fracos, e preocupações com ações regulatórias em Pequim empurrou o minério de ferro para baixo.
O que mais mexe no Ibovespa
A Pnad Contínua apontou a redução da taxa de desemprego do país para 14,1% no trimestre finalizado em junho, ante 14,7% do trimestre anterior. O total de desempregados é de 14,4 milhões, segundo o IBGE.
No âmbito fiscal, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 10,3 bilhões em julho, ante déficit de R$ 81,1 bilhões em julho de 2020. A expectativa do mercado era por leitura de déficit de R$ 13,4 bilhões.
O Índice de Confiança Empresarial, calculado pela FGV, subiu 0,5 ponto em agosto, para 102,4 pontos, o maior nível desde junho de 2013. Foi a quinta alta consecutiva do índice.
Ainda no radar do investidor está a definição da Aneel quanto à nova bandeira vermelha, que deve sair hoje. A energia elétrica vem pressionando a inflação e fazendo o mercado rever sua projeção para IPCA até o final do ano. O Boletim Focus de ontem (30) revisou a projeção da inflação para 7,27%. Há uma semana, a projeção era de 7,11%, e há quatro semanas, a estimativa era de 6,79%.
O tema dos precatórios parece mais próximo de uma solução. A ideia, que partiu do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, é que o limite para pagamento das dívidas num ano siga a regra do teto. A conta passaria a crescer somente pela inflação medida pelo IPCA nos 12 meses até junho do ano anterior. O ministro da Economia, Paulo Guedes, aprovou a sugestão, que chamou de “microparcelamento”. A medida viabilizaria o Auxílio Brasil e o cumprimento do Orçamento de 2022.
Seguem, no entanto, as tensões entre Executivo e Judiciário, com atenção às manifestações de 7 de setembro e aos pedidos de harmonia entre poderes feito pelas entidades empresariais. Depois da Fiesp adiar a divulgação de seu manifesto, agora foi a vez do agronegócio se manifestar, pedindo estabilidade.
Exterior
Da China, vem a confirmação de que o crescimento vem perdendo ritmo. O Índice dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) do governo chinês, divulgado pelo China Logistics Information Center, aponta que o PMI industrial caiu de 50,4 pontos em julho para 50,1 em agosto, abaixo da projeção de 50,2.
O PMI de serviços foi de 53,3 para 47,5. E o composto, que une indústria e serviços, foi de 52,4 para 48,9 pontos. Resultados acima de 50 pontos indicam avanço da atividade, ao passo que, abaixo, indicam retração.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da zona do euro saltou de 2,2% para 3% ao ano em agosto. O resultado veio acima da projeção e acima da meta do Banco Central, que é de 2%.
A taxa de desemprego da Alemanha ficou em 5,5%, pouco abaixo da projeção de 5,6%.
Na sexta-feira (3), sai o indicador mais aguardado da semana: o payroll, folha de pagamentos oficial dos EUA, que dará um panorama de a quantas anda o mercado de trabalho, ponto fundamental na decisão do Federal Reserve (Fed) sobre quando iniciar sua retirada de estímulos da economia (tapering).
O minério de ferro volta a cair com força (mais de 5% no Porto de Dalian), depois de a China voltar a afirmar que se empenhará para conter a alta de preços, a fim de combater o que chama de “especulação excessiva”.
Ibovespa: ações
As ações da IBR Brasil (IRBR3) são destaque na sessão desta terça no Ibovespa. Por volta das 13h27, os papéis da companhia sobem 2,68%.
Em seguida, a segunda empresa com a maior alta da bolsa é a MRV (MRVE3), que sobe 2,31%. A companhia aprovou programa de recompra de ações da empresa. Serão adquiridas até 24.145.100 ações ordinárias (ON), até 3 de março de 2023. Os papéis representam 8,19% do total de ações em circulação no mercado.
A terceira da lista é a Braskem (BRKM5). Esta tem crescimento de 2,27%.
Depois, vem Santander (SANB11), que tem alta de 1,86%.
Por fim, entre as altas, vem Banco do Brasil (BBAS3), com variação positiva de 1,59%.
Dólar
O dólar tem queda de 0,74%, a R$ 5,1458, por volta das 13h33.
A moeda norte-americana ampliou as perdas frente ao real no fim da manhã, chegando a ficar próximo de R$ 5,11 em meio ao ambiente internacional positivo e a dados domésticos melhores do que o esperado, com a moeda refletindo ainda ajustes pouco antes da definição da Ptax de fim de mês.