Com a influência negativa vindo principalmente do exterior, o Ibovespa opera em queda, com o investidor ainda mantendo as questões políticas e fiscais no radar. Os maiores destaques até o início da tarde foram os indicadores econômicos americanos, com as vendas no varejo, que tiveram queda de 1,1% em julho, na comparação com o mês anterior, porcentual bem maior que o estimado pelos analistas. E também o índice de produção industrial americana teve alta de 0,9% na mesma comparação, melhor que o 0,5% de crescimento projetado pelo mercado.
Exterior
Pesam a desaceleração da produção industrial e das vendas no varejo da China, anunciadas ontem, a variante delta e ainda a tensão geopolítica gerada pela retomada do Afeganistão pelo Talibã, depois de 20 anos de presença americana no país.
Ontem (16), o presidente dos EUA, Joe Biden, defendeu a retirada das tropas, pela qual vem sendo criticado. Ele disse que as tropas afegãs recusaram-se a lutar.
Os dados mais relevantes do dia são as vendas no varejo e a produção industrial dos Estados Unidos, que podem indicar se o crescimento global está mesmo desacelerando.
As vendas no varejo recuaram 1,1% em julho na comparação com junho, pior que a projeção de queda de 0,3%. Na comparação anual, a alta é de 15,78%, ante 18,73% da leitura anterior.
Mas os investidores estarão de olho também nas falas de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed) à tarde, em evento sobre educação.
Isso porque ele poderá adiantar algo da ata da última reunião do Fomc, que sai amanhã (18). Atenções voltadas para sinalizações quanto ao início do tapering (retirada de estímulos) e aumento de juros.
Da zona do euro vem o resultado da prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, que cresceu 2% na comparação ao trimestre anterior e em linha com a expectativa – mas 13,6% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o que veio pouco abaixo da projeção de 13,7%.
Outro dado que vem da Europa é a taxa de desemprego do Reino Unido, que recuou de 4,8% para 4,7% em junho.
O que mais mexe no Ibovespa
O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), da FGV, avançou 1,18% em agosto, ante 0,18% de julho, com efeitos da seca e das geadas impactando o preço ao produtor. A alta é de 16,88% no ano e de 32,84% em 12 meses. Comparativamente, em agosto de 2020, a alta foi de 2,53%, mas de 11,84% em 12 meses.
Ainda em indicadores, o Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (IPC-Fipe), que mede a inflação em São Paulo, variou 1,35% na segunda leitura de agosto, ante 1,18% da quadrissemana anterior.
Em Brasília, atenções voltadas para a possível votação da reforma do imposto de renda, que pode tributar dividendos em 20%.
Ontem (16), pesaram na bolsa o recuo das commodities, com dados mais fracos de atividade da China e riscos fiscais e políticos internos.
Ibovespa: ações
As ações da Yduqs (YDUQ3) são destaque na sessão desta terça no Ibovespa. Por volta das 13h23, os papéis da companhia subiam 5,09%.
Em seguida, vem a Cemig (CMIG4), que tem alta de 3,78%. A Cemig (CMIG4) registrou um lucro líquido de R$ 1,94 bilhão no segundo trimestre de 2021, número 80% maior do que o R$ 1,08 bilhão registrado no mesmo período do ano passado. A companhia, uma das principais concessionárias de energia elétrica do país, viu sua receita líquida crescer 33,7% na mesma base, chegando a R$ 7,3 bilhões.
A terceira alta do dia é da Eletrobras (ELET3), que tem obtido elevação de 2,38%.
Depois vem a Ultrapar (UGPA3), com variação positiva de 2,09%.
Por fim, vem novamente a Eletrobras (ELET6), que possui alta de 1,68%.
Dólar
O dólar tem alta de 0,08%, a R$ 5,2636, por volta das 13h22.
A moeda opera entre perdas e ganhos contra o real no início da tarde. Investidores repercutem a notícia de que o presidente Jair Bolsonaro poderia vetar o “fundão” eleitoral aprovado pelo Congresso, enquanto aguardavam a votação da reforma do Imposto de Renda.