O Ibovespa opera em alta de 0,13%, aos 122.357 pontos, perto das 13h35, nesta quarta-feira (11).
A bolsa busca se recuperar, apesar do viés negativo no dia. No início da manhã, estava na contramão da alta dos mercados internacionais. O dia é impactado pelo número de vendas de varejo em junho, que vieram piores que as estimativas mais conservadoras. Além disso, o cenário político doméstico continua em atenção, com matérias econômicas em tramitação no Congresso, como a reforma tributária.
O que mais mexe no Ibovespa
Pela manhã foi divulgada a Pesquisa Mensal do Comércio, que revelou que, após dois meses consecutivos de crescimento, as vendas do varejo recuaram 1,7% em junho ante maio, em termos de volume, na série com ajuste sazonal.
O resultado contrariou as expectativas de alta de 0,7%, sendo a maior retração do setor no ano e a segunda maior para um mês de junho da série histórica do IBGE, iniciada em 2000.
Ainda assim, o varejo está 2,6% acima do patamar pré-pandemia. Na comparação com junho de 2020, a alta é de 6,3%.
A queda mais intensa foi do setor de tecidos, vestuário e calçados (-3,6%), que havia registrado aumentos em abril (16,3%) e maio (10,2%).
Inflação no radar
Ontem, o IPCA, indicador oficial de inflação, veio acima da projeção, subindo 0,96% e batendo 8,99% nos últimos 12 meses. Vale lembrar que o teto da meta para este ano é 5,25%.
O grupo serviços, que acelerou de 0,23% para 0,67%, é o que mais assusta para as próximas leituras, com a retomada da atividade econômica no segundo semestre, com avanço da vacinação, o que deve pressionar ainda mais o IPCA.
Para tentar frear a alta dos preços, o Copom afirmou em ata, também ontem, que provavelmente promoverá mais uma elevação de 1 ponto porcentual na Selic em setembro, levando a taxa de juros básica a 6,25%.
Política
Em Brasília, acontece hoje a votação da reforma do imposto de renda, que pede atenção à tributação de dividendos e fundos. Ontem (10), a PEC do voto impresso foi derrotada na Câmara.
Também repercute a PEC dos precatórios, que prevê parcelamento do pagamento das dívidas do governo.
Temporada de balanços
Em balanços, é grande a lista das empresas que divulgam os resultados do segundo trimestre:
- B3
- Banco Inter
- Copel
- Eletrobras
- Equatorial Energia
- Hapvida
- Helbor Empreendimentos
- JBS
- Locaweb
- MRV Engenharia
- Oi
- Suzano
- Via Varejo
- Yduqs
- Guararapes Confeccoes
- Enauta
- Estapar
- Taesa
- Ultrapar
- Aeris
- Aliansce Sonae Shopping
- Sul America SA
- Iochpe Maxion SA
- Valid Solucoes e Servicos
Exterior
Os mercados de Nova York operam mistos, após a divulgação dos dados de inflação nos EUA, com o Índice de Preços ao Consumidor (CPI na sigla em inglês) de julho.
O indicador subiu 0,5% em julho ante junho, dentro do consenso. Na comparação com julho de 2020, a alta foi de 5,4%, ante projeção de 5,3%. O núcleo do CPI, que exclui alimentos e combustíveis, subiu 0,3%, ante projeção de 0,4%.
Amanhã sai a inflação para o produtor dos EUA. Dados de inflação acima da expectativa podem aumentar as apostas de antecipação do tapering (retirada de estímulos) e da alta dos juros antes do inicialmente previsto pelo Federal Reserve (Fed).
O presidente do Fed, Jerome Powell, vem reiterando a interpretação de que a aceleração dos preços é transitória, decorrente de uma demanda maior que a oferta com a reabertura da economia. O dado de hoje do CPI pode ser interpretado como uma acomodação da inflação, confirmando a tese do Fed, o que tende a tranquilizar o mercado.
Destaque ainda para o Senado americano, que aprovou ontem o pacote de infraestrutura de US$ 1,2 trilhão, fazendo as bolsas baterem recorde.
Ibovespa: ações
As ações da Copel (CPLE6) são destaque na sessão desta quarta no Ibovespa. Por volta das 13h30, os papéis da companhia subiam 2,29%.
Em seguida, os papéis do Santander (SANB11), que tem alta de 1,91%. Depois vem a Cia Hering (HGTX3), com variação positiva de 1,62%.
A quarta alta do dia é do Bradesco (BBDC3), que com elevação de 1,51%. Por fim, vem as ações prioritárias do Bradesco (BBDC4), com alta de 1,64%.
Dólar
O dólar tem queda de 0,43%, a R$ 5,2120, por volta das 13h30.
O dólar sobe contra o real após comentários do presidente Jair Bolsonaro sobre ICMS, ofuscando dados de inflação norte-americanos amplamente dentro das expectativas dos mercados. De acordo com a Agência Estado, o governo federal está estudando a elaboração de uma proposta que proíba os Estados a cobrarem ICMS sobre a bandeira tarifária da conta de luz.