Assista a Money Week
Compartilhar no LinkedinCompartilhar no FacebookCompartilhar no TelegramCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsApp
Compartilhar
Home
Notícias
Ibovespa opera com alta acima de 5%, em sessão volátil

Ibovespa opera com alta acima de 5%, em sessão volátil

O Ibovespa operava entre perdas e ganhos no pregão desta terça-feira (17). A bolsa brasileira abriu em alta de 3%, passou para o terreno negativo e voltou ao positivo, no final da manhã, acelerando os ganhos após o meio-dia.

Às 12h20, o Ibovespa valorizava-se 5,50%, aos 75.079 pontos.

A bolsa brasileira acompanha o movimento de volatilidade em Nova York, assim como a confirmação da primeira morte por conta do coronavírus.

Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha, o estado de São Paulo registrou nesta terça (17) a primeira morte do coronavírus. A vítima era um homem de 62 anos.

Ainda conforme a nota, maiores detalhes serão dados numa coletiva com os médicos do centro que cuida de medidas para prevenir a doença.

Publicidade
Publicidade

Em São Paulo, o prefeito Bruno Covas decretou situação de emergência na maior cidade do país para enfrentar a crise provocada pelo coronavírus.

Ações

Entre as ações com maior volume financeiro, a Petrobras (PETR4) subia 2,22%, seguida de Via Varejo (VVAR3), +0,79%; Vale (VALE3); +8,34%; Ambev (ABEV3), +5,35%; e Itaúsa (ITSA4), +2,31%.

Em termos porcentuais, a liderança fica por conta da Cielo (CIEL3), +8,4%; MRV , 7,46%; Vale , +8,94%; Bradespar (BRAP4), +8,33%; Itaúsa (ITSA4), +2,31%.

Já as maiores retrações ficam por conta de Azul (AZUL4), -8,14%; Sabesp (SBPS3), -5,28% ; Smiles (SMLS3), -5,29%; BTG (BPAC11),  -5,67%; e CVC  (CVCB3), -4,23%

Veja o movimento do Ibovespa nas últimas 24 horas

1703_ibov-min

Ensaio

Na abertura, o Ibovespa ensaiava uma recuperação após a queda de 13,92% em uma sessão marcada por mais um acionamento do circuit breaker – o quinto desde o início da semana passada.

Na véspera, o governo havia anunciado, após o fechamento do pregão de segunda-feira, um pacote para destinar R$ 147,1 bilhões para o combate dos impactos da pandemia do coronavírus sobre a economia brasileira.

Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, o pacote é uma mistura de adiamento fiscal para as empresas com a liberação de recursos para as populações mais vulneráveis ao Covid-19.

Entre as medidas estão R$ 60 bilhões para a manutenção de empregos e a permissão para que as empresas deixem de recolher o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) por noventa dias – essa medida deve gerar R$ 30 bilhões.

Adicionalmente, empresas do Simples poderão deixar de pagar impostos por noventa dias. O adiamento, calcula o governo, corresponde a uma soma de R$ 22 bilhões.

Tá, e aí?

Para a equipe de análise da Wisir Research, a alta de 3% do mercado nesta sessão é um pequeno ensaio de recuperação, mas o alto grau de incerteza global impede uma retomada de fôlego.

Mesmo com a alta de hoje, o Ibovespa ainda opera em patamar mínimo ao registrado no pregão da última sexta-feira, quando a bolsa fechou com alta de 13,91%.

Pacote

Em relação ao pacote anunciado na véspera para conter o coronavírus, a equipe de análise da XP avalia que esteja na direção correta.

Entretanto, há “diversas considerações com relação ao efeito total dela, uma vez que quase sua totalidade não configura como fonte nova de recurso, mas sim um rearranjo intertemporal deles”.

“Sem dúvidas, ajuda a reduzir o efeito do coronavírus no curto prazo”, escreveram.

No entanto, o efeito total desse pacote fica muito aquém dos R$ 147,3 bilhões anunciados.

“Como de costume, o governo anuncia uma soma de valores não comparáveis, o que causa confusão e prejudica o entendimento do alcance real do pacote”, ressaltaram.

Para a XP, não está claro ainda o “quão estimulativas elas podem ser no curto prazo”, avaliaram.

A análise da XP encerra ressaltando que o cenário econômico e político “seguirá tempestuoso e impondo dificuldades à recuperação econômica”.