O Ibovespa fechou a sessão desta sexta-feira (11) com queda de 1,72%, aos 111.713 pontos. Com isso, acumulado semanal apresentou forte queda de 2,41%. A movimentação financeira para esta sexta no índice foi de R$ 28,21 bilhões.
O IPCA foi o tema do dia. A inflação oficial do país registrou alta de 1,01% em fevereiro, ante projeção de 0,94%. Esta foi a maior variação para o mês desde 2015 (1,22%).
O índice ficou 0,47 ponto percentual acima do registrado em janeiro (0,54%) e, no ano, acumula alta de 1,56%. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 10,54%.
As próximas leituras do IPCA prometem ser também desfavoráveis. Isso porque, ontem, a Petrobras (PETR3 PETR4) anunciou um forte reajuste nos combustíveis que terá impacto na inflação – algumas casas já projetam mais de 6% ao ano.
O reajuste nas refinarias foi de 24,9% no preço do óleo diesel, de 18,7% da gasolina e de 16% do gás de botijão. Isso deve aumentar entre 0,5 e 0,6 ponto porcentual o IPCA de março e abril – projetados em 1%.
Para tentar amenizar o impacto do reajuste dos combustíveis, a Câmara aprovou, projeto que do Senado que reduz a incidência do ICMS sobre o litro do diesel. Também zera as alíquotas de PIS e Cofins para importação de óleo diesel, biodiesel e do gás liquefeito de petróleo. O projeto segue agora para sanção presidencial.
Segundo cálculo apresentado ontem pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, a redução de PIS/Cofins representará redução de R$ 0,33 por litro/diesel, a um custo de R$ 18 bilhões a R$ 19 bilhões para a União, e o corte do ICMS abaterá R$ 0,27/litro, com impacto entre R$ 15 bilhões e R$ 16 bilhões aos Estados.
A mudança, portanto, permitirá uma alta menos intensa, de R$ 0,60 por litro/diesel, frente ao aumento anunciado pela Petrobras, que havia sido de R$ 0,90/litro.
Guedes descartou alterar a política de preços da Petrobras. Ele admitiu, no entanto, que subsídios do Tesouro Nacional podem ser adotados para o diesel, caso a guerra na Ucrânia se prolongue.
Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:
- segunda-feira (07): -2,52% (111.593 pontos)
- terça-feira (08): -0,35% (111.203 pontos)
- quarta-feira (09): +2,43% (111.203 pontos)
- quinta-feira (10): -0,21% (113.663 pontos)
- sexta-feira (11): -1,72% (111.713 pontos)
- semana: -2,41%
- 2022: +4,73%
Destaques da bolsa
Das 93 ações negociadas no Ibovespa, 8 subiram, 2 ficaram estáveis e 83 caíram em relação à sessão anterior.
Mais negociadas
| Empresa | Ticker | Preço | Oscilação |
| PETROBRAS | PETR4 | R$ 32,49 | -3,59% |
| VALE | VALE3 | R$ 96,86 | -0,45% |
| ITAU UNIBANCO | ITUB4 | R$ 24,84 | -1,11% |
| MAGAZINE LUIZA | MGLU3 | R$ 5,72 | -4,03% |
| PETROBRAS | PETR3 | R$ 34,86 | -2,22% |
Maiores altas
| Empresa | Ticker | Preço | Oscilação |
| KLABIN | KLBN11 | R$ 25,70 | +1,34% |
| SUZANO | SUZB3 | R$ 61,50 | +1,10% |
| TIM | TIMS3 | R$ 12,77 | +0,87% |
| TELEF. BRASIL | VIVT3 | R$ 49,42 | +0,45% |
| SANTANDER | SANB11 | R$ 32,29 | +0,09% |
Maiores baixas
| Empresa | Ticker | Preço | Oscilação |
| MRV | MRVE3 | R$ 10,42 | -12,14% |
| MÉLIUZ | CASH3 | R$ 1,97 | -8,37% |
| MARFRIG | MRFG3 | R$ 20,25 | -6,85% |
| AMERICANAS | AMER3 | R$ 24,88 | -6,82% |
| EZTEC | EZTC3 | R$ 15,98 | -6,44% |
Dólar
- segunda-feira (07): +0,03% a R$ 5,079
- terça-feira (08): -0,52% a R$ 5,053
- quarta-feira (09): -0,84%, a R$ 5,0106
- quinta-feira (10): +0,11% a R$ 5,016
- sexta-feira (11): +0,76% a R$ 5,054
- semana: -0,46%
Euro
- segunda-feira (07): -0,58% a R$ 5,510
- terça-feira (08): +0,02% a R$ 5,511
- quarta-feira (09): +0,78% a R$ 5,553
- quinta-feira (10): -0,74% a R$ 5,513
- sexta-feira (11): +0,02% a R$ 5,514
- semana: +0,54%
Criptomoedas*
- Bitcoin: -1,17% a R$ 196.069,13
- Ethereum: -0,59% a R$ 12.951,57
- Tether: +1,84% a R$ 5,08
- XRP: +6,30% a R$ 3,93
- Binance: +1,66% a R$ 1.882,27
*(variação nas últimas 24h – corte: 18h)
Mercados do exterior
Em relação ao conflito no Leste-Europeu, nada de novo no front.
Ontem, ministros russos e ucranianos se reuniram para negociar um cessar-fogo, mas não houve entendimento.
O New York Times destacou que a guerra está elevando os preços do gás e da gasolina e que os mercados se ajustam a perspectivas mais sombrias para a inflação também por lá.
Ontem (10), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC ou CPI em inglês) apontou alta de 7,9% na inflação anual em fevereiro, um novo recorde de 40 anos.
A incerteza da duração do conflito na Ucrânia preocupa os EUA economicamente, a ponto de o país estar costurando alianças com desafetos produtores de petróleo, como a Venezuela, de maneira a compensar a sanção ao produto russo.
Ontem ainda, os senadores americanos aprovaram um pacote de US$ 1,5 trilhão que irá financiar o governo federal no ano fiscal de 2022.
Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou que encerrará seu programa de compra de títulos no terceiro trimestre de 2022, mais cedo que o esperado. E a subida de juros virá depois disso.
Na Alemanha, a inflação ao consumidor acelerou 5,1% em fevereiro. E no Reino Unido, a produção industrial subiu 0,7% em janeiro, acima da projeção de 0,1%.
Bolsas mundiais
Nova York
- Dow Jones: -0,69%
- S&P 500: -1,29%
- Nasdaq: -2,18%
Europa
- Euro Stoxx 50 (Europa): +0,97%
- DAX (Alemanha): +1,38%
- FTSE 100 (Reino Unido): +0,80%
- CAC (França): +0,85%
- IBEX 35 (Espanha): +0,90%
Ásia e Oceania
- Shanghai (China): +0,41%
- Hang Seng HSI (Hong Kong): -1,61%
- SET (Tailândia): +0,66%
- Nikkei (Japão): -2,05%
- ASX 200 (Austrália): -0,94%
- Kospi (Coreia do Sul): -0,71%
Commodities
Petróleo
- Brent (maio 2022): US$ 112,58 (+2,95%)
- WTI (abril 2022): US$ 109,37 (+3,16%)
Ouro
- Ouro futuro (abril 2022): US$ 1.988,95 (-0,57%)






