O Ibovespa abriu com forte queda na sessão desta quarta-feira (18), acompanhando a piora dos mercados internacionais – como consequência da pandemia do Covid-19.
Às 11h25, o Ibovespa registrava perdas de 7,26%, aos 69.200 pontos.
Nem mesmo o anúncio por parte da Casa Branca de que está avaliando um pacote fiscal de mais de US$ 1 trilhão ajuda no humor dos investidores.
Empresas americanas poderão adiar pagamentos de impostos em até US$ 10 milhões, enquanto os indivíduos poderão adiar pagamentos em até US$ 1 milhão em dívidas com o governo.
NY
Em Nova York, as bolsas operam em queda na sessão desta quarta-feira, com o Dow Jones em -4,08%; S&P 500, -3,73%; e Nasdaq, -2,91%.
Segundo a CNBC, os mercados permanecendo altamente voláteis, com a resposta da Casa Branca às consequências do coronavírus.
Isso gera uma reversão violenta dos rendimentos do Tesouro em resposta a um pacote potencial de US$ 1 trilhão de estímulos.
A CNBC ressalta que Wall Street vive uma montanha-russa sem precedentes, com o S&P 500 balançando 4% ou mais em qualquer direção por sete sessões consecutivas.
“Isso supera o recorde anterior de seis dias a partir de novembro de 1929”, de acordo com a LPL Financial, cita a CNBC.
Ações
Às 11h10, entre as companhias listadas no Ibovespa com maior volume financeiro, o destaque de perda fica por conta da Via Varejo (VVAR3), com retração de 15,4%; seguida por Petrobras (PETR4), -6,54%; e Petrobras (PETR3), -7,49%.
As ações da petroleira brasileira reagem ao novo tombo nos preços do petróleo no mercado internacional, com o WTI recuando 9,76%, aos US$ 24,32%, e o tipo Brent caindo 5,53%, aos US$ 27,14.
Ações da Petrobras desabam em 30 dias
PETR4
Fonte: TradingView
PETR3
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Na sequência das quedas, entre as mais negociadas do dia, destaque ainda para Itaúsa (ITSA4), -3,67%; e Itaú Unibanco (ITUB4), -5,04%.
Já as maiores porcentuais estão com Via Varejo; CVC (CVCB3), -14,27%; Ecorodovias (ECOR3), -14,34%; Localiza (RENT3), -14,40%; BR Malls (BRML3), -14,65%.
Operava em alta apenas os papeis do Carrefour Brasil (CRFB3), +5,25%.
Entre as menores quedas estavam B2W (BTOW3), -1,25%; Cielo (CIEL3), -1,66%, BB Seguridade (BBSE3), -0,85%; e Pão de Açúcar (PCAR3), -1,03%.
Bolsa brasileira vive montanha-russa nos últimos 5 pregões
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Juros
No Brasil, a unanimidade na avaliação do mercado é que de um novo corte de juros será promovido pelo Banco Central, só não se sabe ainda qual será a magnitude.
As apostas de corte do Copom variam entre 25 e 100 pontos base e devem projetar um horizonte de extrema dificuldade por ao menos 20 semanas, prazo sugerido pelo Ministério da Saúde para que o surto do coronavírus possa arrefecer no país.
A dura constatação, levou algumas casas a revisarem suas projeções de crescimento para 2020: o Itaú, que projeta um corte de 100 pontos na decisão de hoje do Copom, já fala em retração de 0,30% no PIB, enquanto o Credt Suisse, zerou suas perspectivas para 2020.
Dólar
Enquanto isso, às 11h25, o dólar comercial opera com valorização de 1,59%, a R$ 5,08. A moeda americana acompanhou o movimento de pânico global, diante da pandemia do coronavírus.
Em nota, o Banco Central informou que passará a fazer, a partir de hoje, operações de compra com compromisso de revenda (repos) de títulos soberanos do Brasil denominados em dólar (global bonds) de posse de instituições financeiras nacionais.
A moeda americana chegou a tocar os os R$ 5,18, mas reduziu a alta após os leilões realizados pelo Banco Central.
Veja a escalada do dólar nos últimos 30 dias
Fonte: TradingView