O BTG Pactual (BPAC11) publicou, na manhã desta terça-feira (17), o relatório de análise das ações da Hidrovias do Brasil (HBSA3). Após analisar os números do primeiro trimestre da companhia do setor de infraestrutura, a instituição financeira manteve a recomendação de compra de papéis da empresa, pelo preço-alvo de R$ 9,00.
Segundo o documento, os resultados ficaram em linha com as projeções do banco, com surpresa positiva em relação ao lucro líquido, que registrou no período números acima das estimativas, em virtude da variação cambial
No primeiro trimestre, a Hidrovias do Brasil totalizou lucro líquido de R$ 33 milhões, R$ 12 milhões a mais que a expectativa do BTG. Além disso, o volume representa um enorme salto em comparação ao mesmo período de 2021, quando a companhia registrou déficit de R$ 183 milhões.
Já o Ebitda ajustado foi de R$ 157 milhões, um aumento de 13% ao ano e em linha com a projeção da instituição financeira. Este resultado gerou uma margem de 44% ao ano e ficou dentro da perspectiva do BTG. No entanto, em relação ao primeiro trimestre do ano anterior, o número evidenciou uma queda de 7%.
Enquanto isso, a receita operacional líquida consolidada foi de R$ 360 milhões, em sintonia com a previsão do banco e um crescimento de 32% ao ano.

Volumes transportados crescem 3,5% no trimestre
A Hidrovias do Brasil apresentou resultados sólidos em relação aos volumes transportados, que registraram crescimento de 3,5% no trimestre e de 28% ao ano.
De acordo com o relatório, os números estão em linha com a previsão do BTG e refletem um desempenho consistente em quase todas as divisões.
O corredor norte cresceu 10% ao ano. Neste repartimento, a receita operacional líquida totalizou R$ 176 milhões, uma evolução de 42% ao ano, além de estar 7% acima da estimativa do BTG. Ademais, a divisão reportou Ebitda ajustado de R$ 108 milhões, um salto de 26% no período de um ano e em sintonia com a projeção da instituição financeira.
Já no Corredor Sul, as vendas operacionais líquidas apresentaram ótimos resultados, uma vez que alcançaram o valor de R$ 125 milhões, conforme a hipótese do banco. Esta quantia representa um salto de 40% ao ano.
O Ebitda ajustado da repartição, contando com as JVs, também esteve em conformidade com o prognóstico do BTG e fechou em R$ 35 milhões, um crescimento de R$ 4 milhões em relação ao primeiro trimestre de 2021, quando registrou R$ 31 milhões.
E a navegação costeira faturou R$ 59 milhões no trimestre, uma elevação de 25% ao ano, mas 16% abaixo da perspectiva do BTG. Já o Ebitda ajustado totalizou R$ 34 milhões, mantendo-se estável em nível anual. No entanto, o resultado do índice foi 12% inferior à estimativa da instituição financeira.
Sobre esses números, o relatório do banco aponta que a Hidrovias do Brasil “sinalizou que o início de 2022 foi marcado por chuvas mais fortes, o que permitiu retomar as operações com grandes comboios no final do primeiro trimestre, possibilitando condições de navegação mais normalizadas para o segundo semestre”.
Hidrovias do Brasil (HBSA3): redução na alavancagem, mas resultados melhorando
O capex (despesas de capital) registrado pela Hidrovias do Brasil no primeiro trimestre de 2022 foi de R$ 68 milhões. Este resultado está abaixo do último trimestre de 2021, que foi de R$ 238 milhões.
A alavancagem teve queda em relação ao trimestre anterior, caindo de 6,5x para 5,5X. Esta baixa reflete a tendência de desalavancagem da companhia.
O relatório aponta que a empresa “sinalizou que, com base na retomada gradual das operações, seu guidance para 2025 continua viável”, com uma previsão de Ebitda ajustado de R$ 1,3 bilhão a R$ 1,5 bilhão.
Enquanto isso, o foco deste ano será em “execução, eficiência operacional, controle de custos e geração de caixa para desalavancar a empresa”, diz o documento.
Segundo o parecer, com o Ebitda sendo negociado a 7,5x em 2022, o banco descortina a Hidrovias do Brasil (HBSA3) “oferecendo uma interessante relação de risco-retorno devido aos maiores volumes transportados esperados para o ano. Com base no melhor momento de resultados e fundamentos sólidos de longo prazo, reiteramos nossa recomendação de compra”.
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