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Green Economy: entenda por que esse é o futuro do capitalismo

Green Economy: entenda por que esse é o futuro do capitalismo

Durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, que aconteceu nesta semana, ocorreu um debate que deve servir de termômetro para os governos, empresários e também para aqueles que estão pensando em investir: trata-se do “Davos Verde”, painel que reuniu empresários e representantes de governo do mundo todo para discutir o futuro do capitalismo e a […]

Durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, que aconteceu nesta semana, ocorreu um debate que deve servir de termômetro para os governos, empresários e também para aqueles que estão pensando em investir: trata-se do “Davos Verde”, painel que reuniu empresários e representantes de governo do mundo todo para discutir o futuro do capitalismo e a sua adequação, daqui para frente, às questões do meio ambiente, desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, a produção de biodegradáveis, energia limpa e assim por diante.

É neste espírito verde que um grupo de empresário apresentou o “Manifesto Davos 20”, que propõe uma reforma do capitalismo e a superação de algumas etapas do sistema capitalista, que pode ser dividido em algumas Eras: o capitalismo acionista, de Estado e etapa atual, o capitalismo verde que, além do eixo do meio ambiente como central, também preza pelo respeito aos Direitos Humanos.

Não à toa, a jovem ativista pelo meio ambiente, Greta Thunberg dividiu os holofotes com o presidente dos EUA, Donald Trump.

Síntese e antítese de uma época?

O que é Green Economy

A anunciada nova etapa do capitalismo já possui um conceito: Green Economy ou economia verde, na tradução direta para o português, é um termo que circula desde o final da década de 1990, quando o cuidado com o meio ambiente passou a se tornar preocupação não apenas de governos, mas também da indústria.

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O foco principal deste novo segmento da economia é a utilização em baixo teor do carbono, eliminação total do plástico (seja de uso único ou contínuo), a produção de energia limpa (solar e eólica, por exemplo) e, por que não, a eliminação da energia fóssil.

A União Europeia e as Nações Unidas já possuem em seus portais materiais e até mesmo cursos sobre o Green Economy e como empresários e governo podem se adequar. Mas, ao mesmo tempo e partir da força que esta pauta ganhou neste início de século XXI, surge também toda uma gama de inciativas privadas originárias da economia verde, ou seja, um setor do capitalismo que desde a sua raiz traz a questão ambiental e a não utilização de energia ou produtos tóxicos.

Não à toa, há uma série de novos investimentos focados na produção e comercialização do plástico biodegradável, na produção de dispositivos que permitem a utilização da energia solar nos lares, no desenvolvimento de tecnologias à produção rural e assim sucessivamente.

Para se ter uma ideia, hoje existem 1.176 instituições (privadas, mistas e públicas) que não investem em projetos relacionados ao carvão, petróleo ou gás (relatório da 350.org). A Blackrock, maior gestora de ativos do mundo, já avisou que, para entrar em sua carteira, será necessário se adequar aos novos modos de governança ambiental.

Globalização Verde?

Fórum Econômico Mundial, Greta Thunberg, Brasil, China e boa parte dos países da União Europeia estão empenhados na adesão ao Green Economy ou “capitalismo verde”. Esta guinada que, além de histórica, é também paradigmática, vai pautar os mercados e bolsas nos próximos tempos. Vai decidir também onde vamos gastar o nosso dinheiro – seja para investimentos ou gastos ordinários do dia a dia.

Assim como a entrada do plástico se tornou algo que não conseguimos estabelecer “quando aconteceu”, mas ele já estava lá e hoje temos imensa dificuldade de imaginar uma vida sem este artefato, torna-se cada vez mais certo que, daqui algum tempo já estaremos assimilados ao Green Economy – seja na esfera macro, micro ou na vida cotidiana – e, antes de passarmos o cartão vamos querer saber: se a empresa polui, se há plástico sendo vendido e consumido, e qual é a relação ética da empresa com a questão ambiental e Direitos Humanos.

Mais do que a reforma do sistema, o Green Economy é o futuro do capitalismo, das sociedades e das gerações vindouras. Obviamente haverá muita resistência de alguns setores, mas, pelos dados apresentados e pelas resoluções que vem sendo adotadas por governos, empresas e pelo destaque dado no Fórum Econômico Mundial, esse futuro não parece estar tão distante assim.

ps: indico vivamente a série documental “Desserviço ao Consumidor” que, em 4 episódios trata de todas essas questões. Está disponível na Netflix.