Mais dois leilões estão previstos para novembro, sendo um deles o megaleilão do pré-sal
A ANP, Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, realizou nesta quinta-feira (10) um leilão de 36 blocos exploratórios de petróleo e gás. Ao todo foram arrecadados R$ 8,9 bilhões em bônus de assinatura, mais que o dobro dos R$ 3,2 bilhões previstos inicialmente. A arrecadação superou as expectativas e se tornou recorde.
Já conhece o nosso canal no YouTube? Clique e se inscreva
“Sempre achamos que seria um leilão exitoso e superamos as expectativas. Tivemos o recorde de bônus em leilão de concessões. Sobre o leilão de hoje, nossa expectativa é de que três ou quatro plataformas sejam instaladas no litoral do Rio com produção de 100 a 150 mil barris por dia gerando R$ 100 bilhões de arrecadação nominal”, disse o diretor-geral da ANP, Decio Oddone, após o término do leilão.
Dos 36 blocos colocados a leilão, apenas 12 foram arrematados. As ofertas estão nas bacias de Camamu-Almada, Jacuípe, Pernambuco-Paraíba, Campos e Santos. A QPI, do Qatar, Petronas, da Malásia, e Total, da França, realizaram a maior oferta do leilão e arremataram o bloco C-M-541, na bacia de Campos, com bônus de R$ 4,029 bilhões. A Petrobras, em parceria com a BP Energy, arrematou o C-M-477, também na bacia de Campos, por R$ 2,045 bilhões.
Os bônus de assinatura devem ser pagos até o dia 27 de dezembro. Já a assinatura dos contratos de concessão estão previstos para 14 de fevereiro de 2020. Os blocos nas bacias de Camamu-Almada e Jacuípe não interessaram aos compradores. Vale ressaltar que ambos são questionados pelo MP da Bahia por potencial risco de vazamentos, que podem afetar o Parque Nacional Marinho de Abrolhos. Houve, inclusive, protestos de ambientalistas.
No próximo mês, a ANP irá realizar mais dois leilões, sendo o primeiro deles o ‘megaleilão do pré-sal’. A expectativa é que sejam arrecadados algo em torno de R$ 106 bilhões em bônus de assinatura. Uma parte desse montante será destinado aos estados e municípios.
A área de cessão onerosa foi cedida à Petrobras em 2010 e, após estudos, descobriu-se que havia muito mais volume do que o previsto. Inicialmente, achavam que dava para retirar cerca de 5 bilhões de barris. Hoje, há uma expectativa de até 10 bilhões. A Petrobras deve receber 33 bilhões de reais pelas pesquisas na área e, com o desenvolvimento, há previsão de que a produção brasileira dobre até 2030, indo para uma média de 4,5 milhões de barris por dia.
Já no dia 7, haverá a 6ª Rodada de Licitações de Partilha e Produção, com blocos nas bacias de Campos e Santos. Nesse, a projeção é de uma arrecadação superior a R$ 7 bilhões.
- Quer investir com mais assertividade? Então, clique aqui e fale com um assessor da EQI Investimentos!
- Aproveite e baixe nossos materiais gratuitos. Para participar do nosso canal do Telegram e ser informado com todas as novidades sobre educação financeira, economia e finanças, basta clicar aqui.






