As mudanças climáticas já vem algum tempo sendo pauta de congressos e noticiários. E não é diferente no Fórum Econômico Mundial.
O alerta foi publicado no “Relatório de Riscos Globais 2020“, desta quarta-feira (15). O documento foi elaborado em colaboração com Marsh & McLennan e Zurich Insurance Group.
Nele foram ouvidos 750 especialistas que alertam sobre os cinco riscos ambientais. Destes, 78% disseram esperar “confrontos econômicos” e “polarização política interna” em 2020.
O relatório destaca a necessidade de os formuladores de políticas darem igual importância ao objetivo de proteger a Terra. É o alerta também de líderes mundiais, empresas e formuladores de política.
Os cinco principais riscos globais
Pela primeira vez em dez anos da pesquisa, os cinco principais riscos globais em termos de probabilidade são todos ambientais. O relatório dá o alarme sobre:
- Eventos climáticos extremos com grandes danos à propriedade, infraestrutura e perda de vidas humanas.
- Falha de governos e empresas em mitigar e se adaptar às mudanças climáticas.
- Danos ambientais e catástrofes causados por seres humanos, incluindo crimes ambientais, como derramamentos de óleo e contaminação radioativa.
- Perda de biodiversidade severa e colapso de ecossistemas (terrestres ou marinhos) com conseqüências irreversíveis para o meio ambiente, resultando em grave esgotamento de recursos para a humanidade e as indústrias.
- Desastres naturais graves, como terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas e tempestades geomagnéticas.
Sobre essas questões Borge Brende, Presidente do Fórum Econômico Mundial ressaltou:
“O cenário político é polarizado, o nível do mar está subindo e os incêndios climáticos estão queimando. Este é o ano em que os líderes mundiais devem trabalhar com todos os setores da sociedade para restaurar e revitalizar nossos sistemas de cooperação, não apenas para obter benefícios a curto prazo, mas para enfrentar nossos riscos subjacentes”
E John Drzik, presidente da Marsh & McLennan Insights, disse que:
“Os avanços científicos significam que os riscos climáticos agora podem ser modelados com mais precisão e incorporados ao gerenciamento de riscos e aos planos de negócios “.
Eles também acreditam que o impacto dos riscos ambientais até 2030 será ainda mais catastrófico e mais provável.






