Home
Notícias
FMI diz que US$ 10 trilhões gastos contra pandemia de coronavírus ainda não são suficientes

FMI diz que US$ 10 trilhões gastos contra pandemia de coronavírus ainda não são suficientes

Kristalina Georgieva, diretora-geral do FMI), revelou que os governos ao redor do mundo já gastaram US$ 10 trilhões no combate ao coronavírus.

Kristalina Georgieva, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), revelou nesta quinta-feira (11) que os governos ao redor do mundo já gastaram US$ 10 trilhões no combate ao coronavírus.

Dúvidas sobre como investir? Consulte nosso Simulador de Investimentos

De acordo com a executiva do fundo, o montante, apesar de expressivo, ainda está longe de ser suficiente para amortizar o caos econômico causado pelo surto da Covid-19 no planeta.

“Os governos devem fazer tudo o que estiver ao seu alcance para promover uma recuperação mais inclusiva, que beneficie todos os segmentos da sociedade”, avisou Georgieva, em artigo postado na página da entidade.

“Isso inclui a tomada das medidas necessárias para evitar cicatrizes na economia, incluindo perda de empregos e maior desigualdade”, emendou a executiva.

Publicidade
Publicidade

Extrema pobreza preocupa FMI

A diretora do Fundo Monetário Internacional também escreveu em seu artigo para o blog do FMI sobre o novo cenário da economia mundial.

Segundo Georgieva, mais de 100 milhões de pessoas podem passar a integrar a faixa considerada como “extrema pobreza” por conta dos efeitos da pandemia de coronavírus.

Os benefícios de se ter um assessor de investimentos

“Essa calamidade pode levar a um significativo aumento da desigualdade de renda. Novas estimativas sugerem que até 100 milhões de pessoas em todo o mundo podem ser empurradas para a pobreza extrema, apagando todos os ganhos obtidos na redução da pobreza nos últimos três anos”, explicou.

A executiva ressaltou ainda que as famílias com menos recursos financeiros estão mais suscetíveis aos efeitos do vírus, pois “suportam o peso recorde do desemprego e são menos propensos a se beneficiar do ensino a distância”.

“A nutrição das crianças também pode ser prejudicada pela interrupção das refeições fornecidas pela escola. Segundo estimativas da ONU, mais de meio bilhão de crianças em todo o mundo perderam o acesso à educação como resultado dos bloqueios por coronavírus. Muitos não retornam às salas de aula após a pandemia, com as meninas mais propensas que os meninos a abandonarem”, emendou Georgieva.

Perspectiva

Para tentar contornar esse cenário cada vez mais tenso, a diretora do FMI tem uma lista de sugestões, e jogou para os governantes dos países a responsabilidade por garantirem um futuro melhor aos que mais necessitam de ajuda.

“Garantir um retorno ao crescimento não é suficiente. Lembremos das reformas e investimentos pós-crise financeira que tornaram os sistemas bancários mais resilientes. Precisamos de um aumento semelhante nas reformas e investimentos durante a fase de recuperação para melhorar significativamente as perspectivas econômicas dos mais vulneráveis”, concluiu.

Planilha de açõesbaixe e faça sua análise para investir