A agência de classificação de risco Fitch Ratings divulgou, nesta quarta-feira (17), que revisou as projeções referentes ao PIB Global para 2021.
De acordo com a agência, o crescimento, que antes era previsto para ficar em 5,3%, agora é projetado para 6,1%.
O principal motivo da revisão foi a aprovação do pacote de estímulos de US$ 1,9 trilhão nos Estados Unidos.
O impacto direto na economia do país presidido por Joe Biden saltou de 4,5% para 6,2%.
Os números da China também melhoraram, passando de 8% para 8,4%, enquanto o PIB para ao zona do euro seguiu com as previsões inalteradas, com crescimento projetado de 4,7%.
Fitch e o PIB dos emergentes
Exceção feita à China, cuja projeção de crescimento já foi citada, a Fitch previu um crescimento de 6% para os países emergentes, melhor do que a de dezembro, que era de 5%.
A agência de classificação pontuou, no documento divulgado nesta quarta, que além dos EUA, Japão, Reino Unido, Itália, Alemanha e Índia também anunciaram mais medidas de alívio econômico, o que influenciou na revisão dos números.
A China, de acordo com a Fitch, é a única das grandes economias que começa a “normalizar as configurações de política macroeconômicas”, com redução do déficit fiscal.
Mercado de trabalho
A análise da Fitch também abrangeu as expectativas em relação ao mercado de trabalho, cuja recuperação ainda caminha em ritmo lento.
“As indústrias de lazer e transporte são intensivas em mão de obra e ainda sofrem com o distanciamento social. O emprego nos EUA ainda está 6,1% abaixo dos níveis pré-pandemia”, pontuou.
Segundo a Fitch, embora a vacinação contra a Covid-19 tenha acelerado em boa parte do planeta, os riscos de atraso no processo podem pesar sobre o desempenho econômico de alguns países.
“A taxa de inflação dos EUA pode subir acima de 3% ao ano em abril, mas o núcleo aumentará muito mais gradualmente devido à fraqueza do mercado de trabalho. O Fed está focado no desemprego, mais tolerante com a alta da inflação e permanecerá paciente”, concluiu.