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Fed vê “retomada forte” na geração de empregos nos EUA e não teme inflação

Fed vê “retomada forte” na geração de empregos nos EUA e não teme inflação

Lael Brainard, diretora do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), está confiante na criação de novos empregos no país dentro de um curto espaço

Lael Brainard, diretora do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), está confiante na criação de novos empregos no país dentro de um curto espaço.

Durante participação em um evento virtual nesta terça-feira (11), a executiva do Federal Reserve deixou clara sua animação com o reaquecimento da economia.

Segundo Brainard, há motivos de sobra para acreditar em uma “retomada forte” nas contratações de novos funcionários por parte das empresas por todo o país.

Inflação não assusta o Fed

A executiva disse também que o impulso que a inflação ganhou recentemente tem que ser encarado de forma natural, pois “deve ser temporário”, e que a perspectiva econômica é altamente positiva.

Lael Brainard foi questionada sobre a trajetória dos preços e afirmou que está de olho na inflação do médio prazo.

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Segundo a executiva do Fed, a instituição “não hesitará”em usar tudo o que tem ao seu alcance para conter a inflação, caso ela escorregue e saia da meta.

Mesmo assim, ela disse que as medidas que vêm sendo tomadas pelo governo Biden “sugerem que a inflação continua bem ancorada e consistente com nossas metas”.

Payroll

Segundo a diretora do Fed, o payroll da semana passada, que mostrou geração de vagas abaixo do esperado em abril, pode ser encarado como uma diferença no ritmo da oferta de vagas e o número de pessoas que estão procurando emprego.

Ela afirmou ainda que a crise no mercado de semicondutores parece estar limitando a produção e as contratações em alguns setores da economia.

Os últimos dados fornecidos pelos órgãos oficiais revelaram a criação de 266 mil postos de trabalho em abril, frustrando as expectativas de que 1 milhão de novas vagas seriam abertas no período.

A taxa de desemprego subiu ao invés de cair, como previa o mercado: foi de 6% para 6,1%.

A expectativa era grande porque este é o primeiro payroll que contempla o período pós o pacote de auxílio de US$ 1,9 trilhões de Joe Biden. E também já expõe o crescimento, ainda tímido, do mercado de trabalho após a forte campanha de vacinação e a reabertura da economia.

Prévia indicava maior geração de vagas nos EUA

pesquisa ADP/Moody’s, considerada uma prévia do payroll, folha de pagamentos oficial dos Estados Unidos, tinha sido divulgada na quarta-feira (5) e trouxe como dado a criação de 742 mil empregos em abril, abaixo da previsão de 800 mil do mercado. Mas, ainda assim, bem acima do payroll de hoje.

Ao contrário do payroll, a ADP não inclui os cargos públicos.

Seguro desemprego também apontava números melhores

A decepção com o payroll é ainda maior porque ontem (6), os novos pedidos por seguro-desemprego nos EUA vieram bem otimistas, totalizarem 498 mil na semana, ante 590 mil da semana passada (revisados dos 553 mil anunciados anteriormente). Essa foi a primeira vez, desde o início da pandemia, que os pedidos semanais ficam abaixo de 500 mil.