Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), declarou, nesta segunda, que o bitcoin tem potencial para “substituir o ouro”, mas pediu cautela com a criptomoeda.
De acordo com o principal executivo do Banco Central dos Estados Unidos, embora seja muito volátil “e não respaldado por nada”, o bitcoin poderia, no futuro, substituir o ouro.
“Eles são mais um ativo para especulação, então não estão particularmente em uso como meio de pagamento. É mais um ativo especulativo. É essencialmente um substituto para o ouro em vez do dólar, e não são úteis como reserva de valor”, comentou.
Moeda digital do Fed?
Ao opinar que o bitcoin tem espaço para, talvez, substituir o ouro como ativo, mas não para competir com o dólar, o presidente do Fed foi questionado se há espaço para a criação de uma criptomoeda oficial do Banco Central dos Estados Unidos.
Segundo Powell, o Fed está focado “nos riscos e benefícios, e não em criar um protótipo”. Por conta disso, não seguirá com qualquer planejamento sem antes obter o aval do Congresso norte-americano.
“Não prosseguiremos sem o aval do Congresso”, sintetizou, durante participação em uma reunião do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em Inglês).
De acordo com o presidente do Fed, há uma iniciativa de moeda digital no MIT, Instituto de Tecnologia de Massachussetts, mas ela está “focando as capacidades e limitações das tecnologias”.
“Vamos tentar construir a base e ver o que aprendemos”, comentou.
Influência no Bitcoin
As declarações do presidente do Fed a respeito das criptomoedas, especialmente do bitcoin, impactaram negativamente o ativo nesta segunda-feira.
De acordo com informações do site Coin Telegraph, o valor do bitcoin caiu de US$ 57.200 para US$ 57.026 por volta das 12 horas (horário local), pouco depois de Powell emitir sua opinião.

Segundo Powell, há uma diferença fundamental entre as criptomoedas, como o bitcoin, e moedas digitais de Bancos Centrais, conhecidas como CDBCs.
“Na medida em que uma moeda estável é apoiada por moedas soberanas dos principais países, isso é certamente uma melhoria em relação aos criptoativos, eu diria”, concluiu o presidente do Fed, que teve como colegas de reunião Augustin Carstens, gerente geral do BIS, e Jens Weidmann, presidente do Banco Central da Alemanha.






