Ex-ministro de Jair Bolsonaro (sem partido) e pré-candidato a prefeito do Rio de Janeiro, Gustavo Bebianno morreu na manhã deste sábado, 14, em Teresópolis, Rio de Janeiro, onde será enterrado. Ele foi vítima de um infarto.
Bebianno tinha 56 anos, era casado com a advogada Renata Bebianno e pai de dois filhos, João e Maria Amélia.
No último dia 5, sua pré-candidatura à prefeitura do Rio tinha sido anunciada por João Doria, governador de São Paulo responsável por levar o antigo líder do PSL ao PSDB. Em 4 de abril seria feito o lançamento oficial da candidatura no Rio.
“A cidade do Rio perdeu um candidato que iria enriquecer o debate eleitoral”, afirmou Paulo Marinho, presidente estadual do PSDB, em entrevista ao G1.
“Lamento o falecimento de Bebianno. Nos últimos meses, conversamos muito sobre o Rio e aquilo que nos unia, o grande amor a essa cidade”, afirmou o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes.
“O Rio perde, o Brasil perde. Bebianno tinha grande entusiasmo pela vida e em trabalhar por um país melhor”, afirmou o governador de São Paulo, João Doria.
O PSDB do Rio lamentou a morte no Twitter: “O Brasil perde hoje um grande homem, que muito fez pelo País. Sempre será motivo de orgulho para o PSDB/RJ ter a passagem de Gustavo Bebianno registrada em sua história”.
Histórico de Bebianno: de amigo íntimo a inimigo de Bolsonaro
Bebianno foi presidente nacional do PSL e figura central na campanha presidencial. Chegou a ocupar a Secretaria-Geral da Presidência por um mês e 18 dias. Mas foi exonerado ao se encontrar diretamente envolvido na crise do partido que fez com o que o presidente Bolsonaro abandonasse a sigla.
Denúncias apontavam que o PSL havia feito uso de candidaturas laranjas durante as eleições para desviar verba pública e Bebianno era justamente o responsável por repassar dinheiro aos candidatos.
Na época, ele desmentiu as acusações e afirmou que seguia em contato constante com o presidente.
Para descolar a imagem de Bolsonaro das acusações, o filho do presidente, Carlos, postou em redes sociais um áudio em que Bolsonaro evitava contato com Bebianno, o que comprovaria que o então ministro havia mentido.
Na coluna de Lauro Jardim deste sábado, no Globo, o jornalista afirma que “uma parte da verdadeira história da campanha de Jair Bolsonaro à Presidência também será enterrada para sempre”.
Segundo ele, Bebianno não era o único a conhecer os bastidores a eleição de Bolsonaro, mas certamente o que tinha mais conhecimento.